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Chico Alves

Para Malafaia, apoio de Bolsonaro a Russomano e Crivella foi um erro

Silas Malafaia - Reprodução de vídeo
Silas Malafaia Imagem: Reprodução de vídeo
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

23/10/2020 14h25

Um dos mais importantes apoiadores de Jair Bolsonaro no meio evangélico, o pastor Silas Malafaia avalia que é um equívoco o apoio no primeiro turno do presidente aos candidatos a prefeito Marcelo Crivella, no Rio, e Celso Russomano, em São Paulo, ambos do Republicanos. O religioso diz não ter dúvida de que, se o resultado for ruim, a imagem de Bolsonaro sairá desgastada.

"O presidente tinha dito que no primeiro turno não iria vincular o nome dele com ninguém", recorda Malafaia. "Acho que ele se desgasta tanto no Rio quanto em São Paulo, que é onde ele está botando o nome".

Os dois candidatos aparecem em queda vertiginosa na última pesquisa Datafolha. Em São Paulo, Russomano perdeu 7 pontos desde o último levantamento e foi ultrapassado por Bruno Covas (PSDB), que agora lidera com 23%.

No Rio, Eduardo Paes lidera folgado com 28 %. Marcelo Crivella se mantém em segundo, com 13%, mas foi alcançado pela terceira colocada, Martha Rocha (PDT), que cresceu 3 pontos e agora também está com 13%. Diante dessa queda, é grande o temor de que Crivella sequer vá para o segundo turno.

Tanto Crivella como Russomano usam a imagem e o nome de Bolsonaro em suas campanhas, com a autorização do presidente.

Silas Malafaia acha que Bolsonaro deveria ter mantido o plano original. "Ele tinha que deixar isso para o segundo turno, quando houvesse disputa esquerda e direita. É um erro estratégico e político", critica o pastor. "Digo isso até baseado no que ele falou, que não apoiaria ninguém no primeiro turno. Acho que ele se desgasta bastante"

Na avaliação do líder evangélico, "vão botar no colo dele a derrota, mesmo que os principais responsáveis pelo fracasso sejam os próprios candidatos".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.