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Chico Alves

Ricardo Barros: "Repercussão da ideia de Assembleia Constituinte foi boa"

Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

27/10/2020 04h00Atualizada em 27/10/2020 13h23

Apesar da chuva de críticas à ideia de fazer um plebiscito sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte no Brasil, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), avalia que o retorno foi positivo. "A repercussão foi boa", disse Barros à coluna.

Ele não se abalou com os comentários discordantes do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), do ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, e do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto. "Recebi vários apoios de quem não seria atingido com o fim dos privilégios", conta o líder governista.

Barros não quis revelar os nomes desses apoiadores. "Se eles quiserem tornar público, que o façam", disse.

Uma das críticas mais duras foi feita por outro ex-ministro do STF, Carlos Velloso, que disse ao Jornal Nacional, da TV Globo, que um plebiscito desse tipo equivaleria a um golpe de Estado. O deputado, no entanto, questiona: "Um plebiscito pode ser golpe de Estado?"

"Falei 'eu pessoalmente defendo um plebiscito', não falei em nome do governo e deixei para decisão popular. Qual o motivo dessa reação?", quer saber o Barros.

O alvo principal da fala do líder do governo, para quem a Constituição de 1988 concedeu muitos direitos, mas cobrou poucos deveres, foi o Judiciário. Ele condena a atuação de alguns integrantes da Justiça. "Foi desproporcional a reação dos togados à minha fala. Quero apenas o equilíbrio entre os poderes", assegura.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.