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Chico Alves

Líder do governo admite analisar viabilidade de nova CPMF após as eleições

Ricardo Barros em Brasília -
Ricardo Barros em Brasília
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

14/11/2020 04h00

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não está sozinho na insistência em trazer de volta a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), admitiu à coluna que o assunto voltará a ser tratado pelo governo em breve.

"Após as eleições vamos avaliar se uma proposta nesse sentido será apresentada ao Congresso", disse Barros.

Segundo o deputado, uma nova modalidade do imposto será discutida pelas lideranças do governo no Congresso, a equipe do Ministério da Economia e o presidente Jair Bolsonaro para que decidam sobre sua viabilidade.

Caso o governo realmente resolva levar à frente a ideia, já se sabe que a discussão em torno do tema será acirrada. Por várias vezes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a proposta de criar uma nova CPMF.

Há um mês, em um evento da XP Investimentos, Maia disse que deu a palavra ao governo de que encaminharia a pauta, apesar de ser contrário a essa forma de tributação.

Na quinta-feira, em teleconferência organizada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o ministro Paulo Guedes voltou a defender o tributo. Negou que a criação de uma "CPMF digital" representaria aumento de impostos. Ele falou em "substituição".

"Esse é o nosso compromisso de não aumentar imposto. Vamos fazer substituição. Queremos desonerar a folha, que é o pior dos impostos", disse Guedes.