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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Manifesto do 8 de Março pedirá vacinas já e impeachment de Bolsonaro

Manifestaçãp do 8 de março, realizada em 2020 - Mateus Bonomi/AGIF
Manifestaçãp do 8 de março, realizada em 2020 Imagem: Mateus Bonomi/AGIF
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

04/03/2021 04h00


Para marcar o Dia Internacional da Mulher (8M), comemorado em 8 de março, 95 grupos feministas brasileiros escolheram este ano os temas "Fora Bolsonaro, vacina para toda a população e auxílio emergencial já". Exigem também o fim da violência contra as mulheres.

A programação começa no domingo, dia 7, com uma live nacional, e prossegue pela próxima semana, com eventos organizados por comissões de cada estado.

No manifesto que serve de base para o ato, o governo de Jair Bolsonaro é chamado de "projeto de morte". O texto destaca o aprofundamento das desigualdades de raça, classe e gênero durante a pandemia. A alta incidência de feminicídios e a violência contra pessoas LGBTQIA+ também são problemas abordados no documento.

A preparação da manifestação foi marcada por um desentendimento. O texto não teve a participação do grupo feminista Pão e Rosas, que em carta aberta reclamou que a organização do 8M impediu que ideias e divergências fossem debatidas e que as posições fossem votadas de maneira democrática.

As organizadoras, no entanto, rebatem a acusação. "Todas as mulheres que compõem a articulação podem participar e a organização Pão e Rosas escolheu não participar", diz Niege Pavani, integrante da executiva nacional da Setorial de Mulheres do PSOL, uma das militantes que preparam o ato. "Seguidamente, disseram que não assinariam o manifesto".

Em meio à polêmica, 20 intelectuais de várias universidades do país se posicionaram a favor do direito do grupo Pão e Rosas participar do ato virtual.

Outra reivindicação do grupo era que a manifestação fosse feita de forma presencial. "A organização entendeu que a pandemia não nos permite ser irresponsáveis e realizar atividades de rua", argumentou Niege.

As participações na live de domingo começam às 13h e serão feitas através de vídeos de três minutos de duração.