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Saída de Valeixo mostraria PF desprotegida, diz representante de delegados

Maurício Valeixo, diretor da PF - Reprodução
Maurício Valeixo, diretor da PF Imagem: Reprodução
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

23/04/2020 19h20Atualizada em 23/04/2020 20h11

O presidente da Associação de Delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva, afirmou a possível demissão do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, seria consequência das faltas de autonomia e de proteção da instituição.

A declaração foi dada após a divulgação pela imprensa de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avisou ao ministro da Justiça, Sergio Moro, que gostaria de substituir Valeixo

De acordo com reportagem da Folha, Moro pediu demissão do cargo, após saber que o presidente deseja retirar Valeixo. O presidente tenta reverter a decisão do ex-juiz federal, em meio à crise do coronavírus.

Segundo o delegado, a corporação ainda tenta entender o que está acontecendo, mas vê com preocupação a possível retirada do diretor-geral pelo presidente.

"A PF deveria ter o mandato em relação ao cargo de diretor-geral. Deixar de livre nomeação e exoneração do presidente nos deixa sem autonomia. Isso não deveria ser normal. A polícia é órgão de estado, não ministério, até porque também somos um órgão de controle do estado", disse.

Paiva também afirmou que a PF faz "na marra" a sua autonomia.

"A gente faz na marra a nossa autonomia, somos treinados para fazer o nosso trabalho independentemente da política e temos conseguido fazer isso, mas passamos por momentos de instabilidade como esses. É ruim um diretor-geral tocar projetos sem saber se no dia seguinte ainda estará lá ", afirmou.