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Jamil Chade

OMS avalia a adoção de um certificado eletrônico para quem for vacinado

Fila para a imigração em aeroporto nos Estados Unidos - Steve Sapp/Flickr U.S. Customs and Border Protection Follow
Fila para a imigração em aeroporto nos Estados Unidos Imagem: Steve Sapp/Flickr U.S. Customs and Border Protection Follow
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

03/12/2020 08h57

Com a vacina contra a covid-19 começando a se transformar numa realidade, a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que está avaliando a adoção de certificados eletrônicos para monitorar e identificar as pessoas que tenham sido imunizadas.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, um dia depois que o Reino Unido informa que começará a vacina a partir da semana que vem. Itália, Alemanha e outros governos também já indicaram que se preparam para essa nova fase.

A OMS deixou claro que é contra a ideia de um passaporte imunológico, conforme algumas autoridades chegaram a avaliar no início da crise. Mas admite que poderá recomendar a criação de um sistema eletrônico para identificar quem já foi vacinado.

O "e-certificado" poderia ser usado para viagens. "Estamos olhando para a ideia do uso de tecnologia", disse a entidade.

O escritório da OMS na Europa, porém, insiste que tal uso teria de respeitar as regras nacionais de cada país, especialmente diante do fato de que, por meses, o abastecimento de doses será limitado.

Novo Muro?

O debate sobre os certificados tem gerado uma disputa entre governos, que temem que o documento se transforme em uma barreira real para a movimentação de populações.

Em especial, países africanos temem que, sem vacinas por meses, a realidade é que os certificados sejam verdadeiros muros que passarão a ser usados como forma de evitar viagens.

Já os autores da proposta indicam que o certificado pode facilitar a tramitação de viagens, hoje duramente afetadas pelas diferentes exigências de governos sobre períodos de quarentena.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL