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Jamil Chade

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Liderança europeia diz que crime no AM é consequência dos atos de Bolsonaro

A eurodeputada Anna Cavazzini - Reprodução/European Parliament
A eurodeputada Anna Cavazzini Imagem: Reprodução/European Parliament
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

16/06/2022 12h30Atualizada em 16/06/2022 13h56

Anna Cavazzini, eurodeputada e vice-presidente da Delegação do Parlamento Europeu para o Brasil, deixou claro que as mortes de Bruno Pereira e de Dom Phillips terão um impacto direto na relação já deteriorada do país com o bloco europeu. Ela ainda sugere que a violência é resultado direto do comportamento do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"As mortes do jornalista Dom Phillips e do ativista dos direitos indígenas Bruno Pereira são notícias terríveis", disse ela, que é uma das principais representantes do grupo de ecologistas no Parlamento Europeu. "As autoridades brasileiras devem investigar imediatamente os antecedentes destes assassinatos e levar os responsáveis à Justiça", cobrou a deputada.

Cavazzini é a presidente da comissão de comércio e globalização do Parlamento e uma das principais vozes de questionamento em relação ao acordo Mercosul-UE, sob o argumento de que o tratado poderia ampliar o desmatamento e ainda chancelar a atual política de Bolsonaro.

Ao longo dos últimos anos, ela teceu duras críticas ao governo brasileiro e costurou um apoio explícito a grupos indígenas e defensores de direitos humanos no Brasil.

Agora, ela insiste que os dois homicídios não podem ser considerados apenas como casos isolados.

"Estes assassinatos são também uma consequência da difamação dos ativistas humanos e ambientais pelo presidente Bolsonaro e do desmantelamento da legislação ambiental e de direitos humanos", denunciou.

Para a alemã, a questão vai além da morte dos dois homens, na Amazônia. "Este e o futuro governo brasileiro devem fazer todo o possível para assegurar que os ativistas dos direitos humanos, ambientais e climáticos sejam mais bem protegidos no futuro", completou a deputada.