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Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Número de mulheres cresce nas Forças Armadas, mas elas ainda são apenas 9%

A capitã de mar e guerra Dalva Maria Carvalho Mendes se tornou a primeira mulher a ser promovida a almirante nas Forças Armadas - Gianne Carvalho/Folhapress
A capitã de mar e guerra Dalva Maria Carvalho Mendes se tornou a primeira mulher a ser promovida a almirante nas Forças Armadas Imagem: Gianne Carvalho/Folhapress
Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

14/03/2021 04h00

Na semana em que se comemora o dia internacional das mulheres, os dados das Forças Armadas no Brasil ilustram como a quantidade de mulheres que integram os quadros das Forças Armadas brasileiras cresce a cada ano, mas em ritmo muito lento.

De acordo com documentos obtidos por Lei de Acesso à Informação, em fevereiro, hoje são 33.187 mulheres em alguma das três forças, um total de 9%. Os homens ainda representam a imensa maioria: 330.983.

Para verificar como o crescimento é lento, em 2014, esse número foi de 7%, com apenas 25.555 mulheres no total das Forças Armadas.

No topo, estão três mulheres. A primeira, só em 2012. Virou contra-almirante Dalva Maria Carvalho Mendes. Sete anos depois foi a vez da contra-almirante Luciana Mascarenhas. Na FAB (Força Aérea Brasileira), foi promovida no ano passado, a brigadeiro Carla Martins.

O Exército ainda não possui uma mulher nessa posição. Hoje existe um seleto grupo de sete mulheres no Exército que estão em formação disputando a possibilidade de concorrer a uma promoção de general.

Mesmo assim, proporcionalmente, a maior parte delas está na FAB: 18,73%, um total de 12.343 mulheres.

Em números absolutos, porém, a maior quantidade está no Exército: 12.463. Mas, como o número de homens é muito superior, elas representam 5,68% dessa Força.

A Marinha, apesar de ter duas no topo da carreira, possui apenas 8.381, o representa 10,61% de seus quadros. Mas foi a Marinha quem primeiro implementou a carreira para as mulheres, a partir de 1981.