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Madeleine Lacsko

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

No dicionário de Bolsonaro, corrupção tem outro significado

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Madeleine Lacsko

Madeleine Lacsko é jornalista desde 1996. Participa dos think tanks Instituto Montese pela defesa da democracia e Sociedades Digitais e Relações de Poder, da GoNew.Co. Atuou como Consultora Internacional do Unicef Angola na campanha que erradicou a pólio no país, diretora de comunicação da Change.org para a América Latina, assessora no Supremo Tribunal Federal e do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp. Trabalhou na Jovem Pan, Antagonista, CCR e Gazeta do Povo.

Colunista do UOL

24/06/2022 19h29

Na Live UOL desta sexta-feira (24) falei sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), que minimizou, durante sua live semanal nas redes sociais, a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na ação que apura indícios de pagamento de propina e atuação de lobistas no processo de liberação de verbas do MEC a municípios.

Encarnando seu personagem "simplão", Bolsonaro chamou a prisão de seu ex-ministro de "maldade" e disse colocar a mão no fogo - e não mais a cara, como prometera antes - por ele. Segundo o presidente, essa "não foi corrupção da forma que estamos acostumados a ver em governos anteriores, mas uma história de tráfico de influência". Uma declaração que revela que Bolsonaro tem seu dicionário próprio e adapta seus verbetes de acordo com a situação que lhe convém.

Na edição da Live UOL de hoje falamos também sobre a infeliz declaração do presidente sobre o assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, acusados por ele novamente de negligência; e sobre os números da pesquisa DataFolha com as intenções de votos para as eleições de outubro.

Ao lado de Felipe Moura Brasil, debato os principais assuntos do país diariamente, das 17h às 18h, com transmissão ao vivo nos perfis do UOL no YouTube, no Facebook e no Twitter.