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Madeleine Lacsko

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

CPI em ano eleitoral será tiro no pé do governo e palco para senadores

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Madeleine Lacsko

Madeleine Lacsko é jornalista desde 1996. Participa dos think tanks Instituto Montese pela defesa da democracia e Sociedades Digitais e Relações de Poder, da GoNew.Co. Atuou como Consultora Internacional do Unicef Angola na campanha que erradicou a pólio no país, diretora de comunicação da Change.org para a América Latina, assessora no Supremo Tribunal Federal e do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp. Trabalhou na Jovem Pan, Antagonista, CCR e Gazeta do Povo.

Colunista do UOL

28/06/2022 19h46

Na Live UOL desta terça-feira (28) comentei a "boa" ideia do governo Bolsonaro de ter falado em CPI da Petrobras, em um ano em que ninguém estava pensando na criação da uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Até hoje.

Com 30 assinaturas - três a mais do que o mínimo necessário para que o requerimento pudesse ser protocolado - o pedido de instalação da CPI, que deve investigar as denúncias de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Educação foi entregue, nesta terça-feira, pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado.

Em ano eleitoral, os trabalhos da comissão podem ser um prato cheio para alguns parlamentares, mas um grande problema para o governo. Diferentemente da CPI da Covid, nesta não haverá palanque para a desinformação dos antivacinas, espaço para a intimidação de depoentes, holofotes sobre desconhecidos tentando se projetar nacionalmente, nem material para animar as redes sociais e grupos de Whatsapp.

Apesar de gostar do caos, é preciso saber como o governo vai atravessar este momento, já que em ano de eleições vai ser difícil encontrar quem esteja disposto a dar a cara a tapa para defender o presidente Jair Bolsonaro no caso complicado envolvendo pastores e o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro.

Na edição da Live UOL de hoje, falamos também sobre o outro ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, que disse que é preciso "desmascarar quem domina o Exército brasileiro"; sobre as críticas de Bolsonaro à pesquisa DataFolha, que segundo ele deveria ser investigada; e sobre o pai do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que xingou um manifestante durante evento com o presidente, em Maceió.

Ao lado de Felipe Moura Brasil, debato os principais assuntos do país diariamente, das 17h às 18h, com transmissão ao vivo nos perfis do UOL no YouTube, no Facebook e no Twitter.