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Pandemia agrava a situação da Saraiva, que vai fechar mais 11 lojas

Livraria Saraiva - Felipe Gabriel/Projetor/FolhaPress
Livraria Saraiva Imagem: Felipe Gabriel/Projetor/FolhaPress
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

23/06/2020 15h58

A Livraria Saraiva informou à Justiça na última segunda-feira que terá de fechar definitivamente mais 11 lojas em razão da pandemia do coronavírus.

São elas: shoppings Mooca (SP), Metrô Santa Cruz (SP), ABC (SP), Center Norte (SP), Recife (PE, Moinhos (RS), NYCC (RJ), ParkShopping São Caetano (SP), Vila Olímpia (SP) e Diamond Mall (BH) e Loja da Rua do Ouvidor (RJ).

A Saraiva, que chegou a ter 112 lojas em 2017, ficará com apenas 58. Mas o número pode cair ainda mais, segundo o documento enviado pela empresa ao Judiciário.

A pandemia agravou uma situação que já era muito difícil. Em 2018, sem conseguir pagar dívidas de R$ 675 milhões, a empresa entrou em recuperação judicial para tentar evitar a falência.

Recuperação judicial é um mecanismo pelo qual a Justiça suspende ações de execução por 180 dias, prazo no qual a empresa deve apresentar um plano de pagamento das dívidas aos credores, que precisa ser aprovado em assembleia.

Em abril, já na quarentena, o prejuízo consolidado foi de R$18 milhões, segundo relatório do administrador judicial Ronaldo Vasconcelos (RV3 Consultores Ltda.)