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Dilma e PT são condenados por calote de R$ 75,4 mil na campanha de 2014

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante entrevista para o UOL - Lucas Lima/UOL
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante entrevista para o UOL Imagem: Lucas Lima/UOL
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

25/08/2020 11h51

A ex-presidente Dilma Rousseff e o PT foram condenados a pagar R$ 75,4 mil a uma empresa que forneceu 41.500 bandeiras eleitorais para a campanha presidencial de 2014, mas que nunca recebeu pelo serviço. A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e cabe recurso.

As bandeiras, feitas pela empresa Angela Maria do Nascimento Sorocaba ME, tinham as imagens de Dilma e de Alexandre Padilha, então candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo.

Dilma alegou à Justiça que não houve a entrega do material gráfico à campanha presidencial. O diretório nacional do PT afirmou que a responsabilidade pela compra era do diretório estadual do PT em São Paulo.

O TJ não aceitou a argumentação. O desembargador Melo Colombi, relator do processo, afirmou que a empresa provou que as bandeiras foram entregues e utilizadas pela campanha presidencial.

"O Diretório Nacional do PT pode não ter assinado o recebimento dos produtos, mas isso não acarreta inexistência de sua responsabilidade por serviço prestado em seu favor", disse o desembargador. Segundo ele, cabe ao diretório nacional do PT cobrar o estadual. "Não pode, porém, deixar de pagar por produto e serviço devidamente entregue."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.