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Felipe Neto é inocentado em processo movido por mãe de Viih Tube

O infuenciador digital Felipe Neto - Reprodução
O infuenciador digital Felipe Neto Imagem: Reprodução
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

02/09/2020 12h06Atualizada em 02/09/2020 17h16

A Justiça de São Paulo deu razão ao influenciador digital Felipe Neto em processo movido por Viviane Mara Felício, mãe de Vitória Moraes, a youtuber Viih Tube. Cabe recurso à decisão.

Viviane exigia uma indenização de R$ 40 mil, além de uma retratação pública, por considerar ter sido ofendida por Felipe Neto.

Em 2016, quando a youtuber ainda era menor de idade, Neto afirmou nas redes sociais que os pais de Viih Tube a exploravam, visando somente o lucro, que maltratavam produtores e que mantinham relacionamentos sexual com executivos do mundo da publicidade.

Neto alegou à Justiça que apenas fez manifestações críticas, exercendo sua liberdade de expressão, sem fazer ofensas aos pais da youtuber. Disse que Viih Tube, que é estrela de um filme recentemente lançado pela Netflix ("Amiga do Inimigo"), se envolveu em episódios polêmicos e que somente questionou a orientação que ela recebia de seus pais.

A juíza Adriana Tayano Fanton Furukawa considerou que Neto não praticou ato ilícito. "No twitter, ele se reporta a histórias genéricas, sem qualquer imputação objetiva e específica." Segundo a juíza, não houve excesso. "Embora o conteúdo publicado possa ser considerado desagradável e grosseiro, não se verifica apto a configurar dano moral e a ensejar a pretendida indenização", afirmou na decisão.

Cabe recurso.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.