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Rogério Gentile

Justiça bloqueia bens de donos da RedeTV! por dívida de R$ 137,8 milhões

Marcelo de Carvalho, apresentador e sócio da RedeTV! - Reprodução/YouTube
Marcelo de Carvalho, apresentador e sócio da RedeTV! Imagem: Reprodução/YouTube
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

29/12/2020 04h03

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos bens pessoais dos empresários Almicare Dallevo Júnior e Marcelo de Carvalho, sócios da RedeTV!

A decisão foi tomada pela juíza Maria Rita Rebello Pinho Dias, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, em um processo em que a emissora é cobrada por uma dívida estimada em R$ 137,8 milhões.

O processo foi movido pela massa falida da Petroforte Brasileiro de Petróleo, empresa que chegou a ser a terceira maior distribuidora de combustíveis do país e tem origem em empréstimos obtidos pela emissora junto ao Banco Rural. Posteriormente, o crédito foi comprado do banco por uma das empresas do grupo Petroforte, que faliu. Agora, a massa falida cobra a dívida da RedeTV!.

Inicialmente a Justiça havia determinado a penhora de cotas do capital da RedeTV!, mas a massa falida recorreu alegando que elas não devem ser suficientes para a quitação do débito. Por conta disso, a juíza determinou o bloqueio dos bens pessoais dos empresários até que um perito avalie o valor das cotas.

Procurado pela coluna, o advogado José Carlos Etrusco Vieira, que representa a RedeTV!, disse que a emissora não reconhece a dívida e o seu "absurdo valor". Afirmou também que vai recorrer da decisão que bloqueou os bens dos empresários.

O advogado declarou ainda que a emissora já teria dado à Justiça as garantias necessárias sobre a capacidade de arcar com o eventual pagamento, sem necessidade de recorrer aos bens particulares dos empresários.