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Rogério Gentile

Ronaldo Giovanelli não paga condomínio e tem apartamento leiloado

Ronaldo Giovanelli - Reprodução/TV Band
Ronaldo Giovanelli Imagem: Reprodução/TV Band
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

18/05/2021 10h09

A Justiça de São Paulo leiloou um apartamento duplex de Ronaldo Giovanelli, ex-goleiro do Corinthians. O imóvel, uma cobertura de 145,5 m², fica no Tatuapé, na zona leste de São Paulo.

Ronaldo, de acordo com o processo aberto pelo edifício Onix, deixou de pagar 86 parcelas do condomínio entre novembro de 2011 e março de 2019, o que soma uma dívida de cerca de R$ 169 mil (em valores de maio de 2019).

O apartamento, no qual moram os pais de Ronaldo, foi avaliado pela perícia em R$ 950 mil, mas acabou arrematado por R$ 613,6 mil.

O valor arrecadado será utilizado para o pagamento da dívida com o condomínio. O que sobrar será devolvido ao ex-atleta.

Ronaldo, hoje comentarista esportivo da Band, entrou com recurso pedindo a anulação do leilão. Alegou que parte da dívida já prescreveu, não podendo mais ser cobrada. Disse também não ter recebido os boletos de condomínio ao logo dos meses e que houve ilegalidades nas assembleias nas quais houve reajuste dos valores cobrados.

Ronaldo questiona ainda a perícia que avaliou o apartamento em R$ 950 mil. Segundo ele, o valor correto seria de R$ 1,5 milhão.

O ex-atleta pediu que uma liminar seja dada com urgência já que a entrega do apartamento ao vencedor do leilão terá "efeitos devastadores e irreparáveis na vida da sua família".

"Não há como dar razão a um condômino que possui o imóvel desde 17 de abril de 1991, e, ao ser cobrado judicialmente, argumenta que não pagou por não receber boletos ou por falta de convocação de assembleias!", afirmou a defesa do edifício à Justiça.

Segundo o condomínio, os boletos foram enviados normalmente e estavam à disposição de Ronaldo na administradora. "A única coisa irregular e reprovável é a ausência de pagamento."