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Rogério Gentile

REPORTAGEM

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Obra de arte gigantesca do Maksoud Plaza, de R$ 3,3 mi, encalha em leilão

Espaço Sideral, uma das vistas mais clássicas do Maksoud Plaza - Divulgação / hotel Maksoud Plaza
Espaço Sideral, uma das vistas mais clássicas do Maksoud Plaza Imagem: Divulgação / hotel Maksoud Plaza

Colunista do UOL

15/06/2023 11h22Atualizada em 15/06/2023 14h27

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Símbolo de luxo e sofisticação nos anos 1980 e 1990, ícone da hotelaria paulista, o Maksoud Plaza fechou suas portas em dezembro de 2021 após 42 anos de funcionamento, com uma fila de credores.

A fim de tentar reduzir suas dívidas, a Hidroservice Engenharia, empresa proprietária do hotel, tentou vender em um leilão, entre outra obras de arte e relíquias do Maksoud, uma escultura avaliada em cerca de US$ 700 mil (cerca de R$ 3,3 milhões).

Com 50 metros de altura e 4 metros de diâmetro, a obra foi feita pelo artista plástico Yutaka Toyota e estava desde 1980, ano da inauguração do hotel, no lobby monumental, presa por cabos de aço, pendente do 22º ao 2º andar. Chama-se "Espaço Sideral".

Mas não houve negócio no leilão. A obra, hoje desmontada e guardada em um depósito, encalhou.

No leilão, de acordo com documentos enviados à Justiça, a Hidroservice arrecadou, com outras peças, cerca de R$ 1,3 milhão.

Um dos objetos vendidos, por exemplo, foi um piano de cauda Steinway & Sons Modelo D, utilizado na apresentação do cantor Frank Sinatra no hotel, em 1981. O piano foi arrematado por R$ 469 mil.

Também foram vendidas obras de arte de Emanoel Araújo e Aldemir Martins, Maria Bonomi, Odetto Guersoni, entre outros artistas.

A empresa deverá marcar um novo leilão para tentar vender a escultura.

O Maksoud, que no seu auge recebeu personalidades como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e os integrantes dos Rolling Stones e do Guns N'Rose, começou a entrar em crise ainda nos anos 1990 quando o grupo empresarial tentou se expandir. Iniciou-se, à época, a construção de unidades em Manaus e Bauru, que nunca foram finalizadas.

O hotel passava por um período de reestruturação quando surgiu a pandemia do coronavírus, que acabou intensificando a crise. Em setembro de 2020, a Hidroservice entrou na Justiça com pedido de recuperação a fim de renegociar dívidas, estimadas em R$ 80 milhões.

Em dezembro de 2021, o Maksoud encerrou suas atividades.