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Tales Faria

REPORTAGEM

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Eduardo Leite deve ganhar seis inserções no programa de TV e rádio do PSDB

Eduardo Leite ainda disputa espaço com João Doria como pré-candidato a presidente - Divulgação/Governo de São Paulo e Governo do Rio Grande do Sul
Eduardo Leite ainda disputa espaço com João Doria como pré-candidato a presidente Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo e Governo do Rio Grande do Sul
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

28/04/2022 16h34

O comando nacional do PSDB volta a acenar para o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, ao mesmo tempo em que a candidatura presidencial do governador de São Paulo, João Doria, perde apoio entre os partidos que se autointitulam "centro democrático".

Na última reunião de que participou com representantes de MDB, Cidadania e União Brasil, na terça-feira, 26, para discutir a possibilidade de uma candidatura única ao Planalto, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, revelou a alguns integrantes do grupo que Eduardo Leite deverá ter seis inserções no programa do partido no horário gratuito da TV e do rádio.

Nesta quinta-feira, Bruno Araújo não compareceu à reunião marcada para os presidentes dos partidos do grupo voltarem a discutir a chapa única. Para piorar, o União Brasil nem mesmo mandou representante.

Nas conversas reservadas da reunião de terça-feira, Araújo deu a entender que Doria não terá seu nome referendado como candidato a presidente da República pelo PSDB. Ele já havia manifestado preferência por Eduardo Leite, o que levou o governador de São Paulo a afastá-lo da coordenação de sua campanha.

Mas a situação de Doria no PSDB não chegou a ser o assunto daquela reunião entre Bruno Araújo (PSDB), Baleia Rossi (MDB), Antonio Rueda (União Brasil) e Roberto Freire (Cidadania).

O principal ponto foi o risco de a aliança ser desmontada, por conta das reclamações do pré-candidato do União Brasil, deputado Luciano Bivar (PE), sobre o que considera atraso na definição das pré-candidaturas dos demais partidos, o que ficou mais claro com a ausência do União Brasil nesta quinta-feira, 28.

Na reunião de que participou, Rueda deixou claro que seu partido deverá se reunir na semana que vem e que, sem uma definição das demais siglas, o União Brasil tende a decidir por lançar chapa própria, ou mesmo em aliança com outra legenda, afastando-se do grupo.

Baleia Rossi havia dito que o MDB está com a pré-candidatura de Simone Tebet praticamente definida e não via por que falar em atraso, já que haviam acertado que a definição ocorrerá no dia 18 de maio.

Freire sublinhou que o Cidadania já fechou uma frente partidária com O PSDB e reforçou o dia 18 de maio como data para a definição. Bruno Araújo, por sua vez, havia se mostrado titubeante diante dos desentendimentos com Doria, segundo foi relatado à coluna.

Na prática, os participantes saíram daquela reunião com a certeza de que Doria não tem chances de ser escolhido como candidato único do grupo e que é possível até que ele nem sequer seja o candidato do PSDB. O governador, no entanto, deve insistir que é o único nome do partido e que está no jogo, como protagonista.

Já Eduardo Leite reapareceu nas inserções de seu partido no Rio Grande do Sul, na segunda-feira, 25, mas não com um discurso regionalizado. O tom era de pré-candidato a presidente da República.

Leite pregou uma espécie de união nacional e disse que entendia os motivos de quem apoia o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula, mas posou como opção contra a polarização.

"Tem gente que é anti-Bolsonaro. Eu entendo. Tem gente que é anti-Lula. Eu entendo. Mas sabe do que o Brasil precisa agora? De gente como você, que é antimiséria, antidesemprego, anti-inflação, antiviolência, anti-desmatamento. Foi assim que nós do PSDB viramos o jogo no estado. Atacamos os problemas, e não as pessoas. Fizemos só um Rio Grande. Agora, é hora de fazer um só Brasil", afirmou.