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Tales Faria

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MDB avisa aos tucanos que Simone não pode esperar pelo fim do racha no PSDB

Os pré-candidatos à Presidência João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) - Divulgação/Governo de São Paulo e Reprodução
Os pré-candidatos à Presidência João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB) Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo e Reprodução
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

18/05/2022 07h01

A expectativa do PSDB e nos partidos com que os tucanos negociam um candidato único a presidente da República —o MDB e o Cidadania— é de que o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) não desistirá tão facilmente de sua candidatura. Doria deverá fincar o pé, apesar do pessimismo em torno de seu nome para as eleições presidenciais manifestado pelos caciques regionais do tucanato na reunião ampliada da Comissão Executiva Nacional realizada nesta terça-feira, 17.

Por conta disso, tanto o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), como a senadora Simone Tebet (MDB-MS) mandaram o seguinte recado ao comando PSDB: o MDB não pode esperar; vai avançar com a candidatura da senadora ao Palácio do Planalto independentemente da solução para o racha no PSDB.

A combinação entre os três partidos era de anunciar o nome do candidato único do grupo nesta quarta-feira, 18, com base numa pesquisa encomendada para avaliar qual nome teria mais chances de concorrer contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro.

Mas João Doria enviou na semana passada uma carta ao presidente do PSDB, Bruno Araújo, acusando-o de tentar golpear sua candidatura e afirmando que a escolha deve se basear no critério de quem tem mais intenções de voto na pesquisa, e não na avaliação da rejeição dos eleitores. João Doria lembrou que venceu as prévias da legenda e ameaçou reclamar na Justiça se a Executiva Nacional tentar retirar sua candidatura.

Bruno Araújo, então, convocou a reunião de ontem em que ficou claro o ambiente desfavorável ao ex-governador. Mas o deputado Aécio Neves (MG), que foi presidente nacional do PSDB, propôs a realização de uma nova reunião para forçar Doria a desistir, fazendo-o ouvir pessoalmente os motivos dos candidatos do partido nos estados contra sua candidatura.

Como ninguém acredita que Doria vai desistir tão facilmente, a expectativa é de que a confusão entre os tucanos permaneça até agosto, quando se reúne a Convenção Nacional, órgão partidário com poder efetivo para derrubar ou escolher candidatos.

Até lá, os aliados de Doria apostam que ele ainda poderá crescer nas pesquisas, impondo sua candidatura. Seus adversários, no entanto, dizem que ele não tem a menor chance e que em algum momento notará que a manutenção da candidatura só o desgastará, política e pessoalmente.

Seja qual for a análise correta, o MDB avalia que não pode se submeter à indecisão do PSDB para não enfraquecer a candidatura de Simone Tebet.

O comando do MDB diz ter realizado pesquisas qualitativas segundo as quais a senadora pode chegar ao patamar de Doria na preferência do eleitorado, cerca de 5%, até agosto e isso a colocaria em condições de reivindicar o posto de candidata única da terceira via contra Lula e Bolsonaro, já que tem baixíssima rejeição.

Para isso, a ordem interna no MDB é ignorar a crise no PSDB e seguir em frente com a candidatura de Simone Tebet a presidente.