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Tales Faria

REPORTAGEM

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Bolsonaro para Sachsida: preços dos combustíveis podem derrubá-lo do cargo

Bolsonaro troca Bento Albuquerque por Adolfo Sachsida no Ministério de Minas e Energia - Reprodução/Twitter @ASachsida
Bolsonaro troca Bento Albuquerque por Adolfo Sachsida no Ministério de Minas e Energia Imagem: Reprodução/Twitter @ASachsida
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

25/05/2022 13h43Atualizada em 25/05/2022 17h30

O presidente Jair Bolsonaro disse ao novo ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que está disposto a "trocar de novo" tanto o presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, como o próprio ministro, se os preços dos combustíveis não baixarem.

A ameaça foi feita durante encontro dos dois nesta terça-feira (24) no Palácio do Planalto, segundo relato do presidente a líderes governistas.

Bolsonaro confirmou a aliados que foi por causa do "descontrole da Petrobras" sobre os preços do diesel e da gasolina que o almirante Bento Albuquerque acabou substituído por Sachsida.

"Ele admitiu que não tinha controle sobre a Petrobras e eu não posso deixar a minha reeleição nas mãos de burocratas da empresa", argumentou.

O presidente disse que a reeleição é sua "prioridade absoluta" e que o mesmo raciocínio sobre o preço dos combustíveis vale para a questão da energia elétrica. "Não podemos deixar os preços dispararem neste momento, depois a gente vê como faz."

Os comentários foram feitos ao tratar da votação no Congresso do projeto que estabelece teto para cobrança do ICMS sobre energia e combustível. A expectativa do governo é que o texto seja aprovado nesta quarta-feira, 25, na Câmara e, depois, também no Senado.

Em conversa com líderes governistas, Sachsida admitiu que o governo pode apoiar um teto de 17%. A aprovação definitiva, no entanto, depende de uma negociação entre o Congresso e os governadores capaz de estabelecer compensação aos estados pela perda de arrecadação de ICMS.