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Messina subestima déficit da prefeitura em 2018 em sabatina

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Imagem: UOL

Nathália Afonso, Ígor Passarini, Ítalo Rômany e Chico Marés

Da Agência Lupa

06/11/2020 19h12

Hoje, o vereador Paulo Messina (MDB) foi o entrevistado na série de sabatinas realizadas pela Folha de S.Paulo, em conjunto com o UOL. Na entrevista, o vereador falou sobre sua passagem na prefeitura, como secretário da Casa Civil, e seu rompimento com o atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), que tenta a reeleição.

A Lupa checou algumas das declarações do candidato, que foi contatado, mas ainda não tinha respondido às checagens até a publicação deste texto. Veja o resultado:

A gente chegou lá [na Casa Civil], a prefeitura tinha tido quase R$ 1,1 bilhão de déficit primário (...).
Paulo Messina (MDB), candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, na sabatina

Subestimado

Dados da Prefeitura do Rio de Janeiro mostram que, até o fim de 2017, a gestão teve um déficit primário de R$ 2 bilhões. Paulo Messina assumiu a Casa Civil do governo Marcelo Crivella em janeiro de 2018. A previsão da meta fiscal, que consta na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária) de 2017, era de déficit primário de R$ 1,1 bilhão, número parecido ao citado pelo candidato —mas que representa apenas uma previsão inicial por parte da prefeitura.

(...) A gente saiu de lá [da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro] com um superávit primário.
Paulo Messina (MDB), na sabatina

Verdadeiro

Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou um superávit primário de R$ 556 milhões. A receita primária da prefeitura foi de R$ 21,9 bilhões, e a despesa primária, de R$ 21,3 bilhões.

O MDB na cidade do Rio de Janeiro, quando entrei agora em abril, nem vereador tinha.
Paulo Messina, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro

Verdadeiro, mas

Paulo Messina se filiou ao MDB em 26 de março de 2020, segundo o TSE. Naquele momento, oito dos dez vereadores que foram eleitos pelo partido em 2016 estavam deixando a legenda. Alguns deles não tinham se filiado a outro partido no dia da entrada de Messina, mas já estavam em processo de saída. Atualmente, ele é o único emedebista entre os 51 vereadores na Câmara.

Em 2016, o MDB (ainda chamado de PMDB) elegeu dez vereadores. Jorge Felippe e Chiquinho Brazão trocaram o MDB por, respectivamente, DEM e Avante em 2018. Os outros oito saíram do partido na mesma "janela" partidária usada por Messina, eleito pelo PROS. Rosa Fernandes e Dr. João Ricardo foram para o PSC, Thiago K. Ribeiro e Verônica Costa para o DEM, Dr. Jairinho foi para o Solidariedade, Rafael Aloisio Freitas foi para o Cidadania, Willian Coelho para o DC e Junior da Lucinha para o PL.

Na Viva Rio foram 5.000 e poucas pessoas demitidas da noite pro dia.
Paulo Messina (MDB), na sabatina

Verdadeiro

Em janeiro de 2020, a prefeitura do Rio de Janeiro rompeu o contrato com a organização social Viva Rio, demitindo pouco mais de 5.000 funcionários. Com isso, a Organização Social (OS) parou de administrar 75 unidades de saúde pública do município. No fim de fevereiro, a Riosaúde assumiu a gestão desses estabelecimentos. Segundo a prefeitura, mais de 4.000 profissionais foram contratados pela empresa pública até o dia 18 de fevereiro de 2020.

Existiam 850, 880 equipes de Saúde da Família no governo Eduardo Paes [até 2015]. Em quatro meses de 2016, ele foi a 1263 equipes de Saúde da Família.
Paulo Messina (MDB), na sabatina

Verdadeiro

De acordo com o Relatório Anual de Gestão de 2015, do Conselho Municipal de Saúde da prefeitura do Rio de Janeiro, havia 865 eSF (equipes de Saúde da Família) e de eSB (Bucal) no município. Já em 2016, no último ano da gestão de Eduardo Paes (DEM), eram 1.296 equipes. A meta para o ano, de acordo com o mesmo relatório, era de 985.

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