Cruz Vermelha arrecada 5 toneladas de doações para vítimas de desabamento e pede voluntários

Mirthyani Bezerra*

Do UOL, em São Paulo

A Cruz Vermelha informou que já contabilizou cinco toneladas de doações feitas às pessoas que ficaram desabrigadas após desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, na terça-feira (1º). A maior parte dos materiais doados foram de roupas e alimentos, além de uma grande quantidade de fraldas, água e itens de higiene pessoal.

Com o grande volume de itens arrecadados, a organização diz que precisa de pessoas dispostas a ajudar no recolhimento e triagem dos itens. "Quem quiser ajudar deverá comparecer na sede da Cruz Vermelha (av. Moreira Guimarães, 699), com um documento e se cadastrar para a ação. Tanto para o cadastramento, como para a entrega de novas doações, o horário de atendimento na entidade será das 9h às 18h", pede a entidade.

A Cruz Vermelha é a entidade responsável oficialmente por arrecadar e distribuir itens doados. Ela foi acionada pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Defesa Civil, para recolher as doações e separar todos os itens doados, seja no local, seja na sede da entidade. O trabalho teve início da manhã da terça-feira (1ª) e deste então vários itens estão sendo ininterruptamente levados à ONG pelos moradores de São Paulo.

As pessoas interessadas em levar doações têm ido ao local fazer a boa ação, mas como houve tumulto entre os moradores para receber os donativos ontem a entidade aconselha que os interessados em ajudar não façam doações diretas aos desabrigados.

As doações que chegam diretamente aos desabrigados estão sendo barradas devido ao volume de donativos. A Igreja Nossa Senhora do Rosário, no largo do Paissandu, fechou as portas para doações por falta de espaço.

Quem tentava deixar sacolas no local, tinha o pedido negado pelo vigia. O próprio movimento de moradia que residia no edifício e agora ocupa a frente da igreja está recusando roupas. Sem fogão para cozinhar, os moradores pedem marmitex e fraldas. doações como arroz, feijão e óleo estão empilhadas, sem que possam ser utilizadas.

"Nossa atuação foi concentrada na captação e triagem destes itens, para que eles estivessem tão logo à disposição da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, que já iniciou a retirada dos itens e é a responsável pela entrega para as famílias", afirmou Aline Rosa, gerente de Projetos Sociais e Voluntariado da Cruz Vermelha de São Paulo. 

"As doações ainda estão chegando, mas já contabilizam mais de cinco toneladas e devem ser suficientes para dar o apoio necessário para essas famílias nesse momento tão sensível", completou. O excedente das doações poderá ser direcionado para outras ações assistenciais e atendimentos emergenciais.

Na igreja, as atividades foram temporariamente suspensas, pois todo o saguão foi tomado por pilhas de roupas e alimentos doados. Os bancos foram afastados para que todo o material coubesse no local.

O governo de São Paulo também disponibilizou espaços para que doações sejam feitas. Os donativos podem ser entregues no Portão 8 do Memorial da América Latina, que fica na avenida Auro Soares de Moura Andrade, na Barra Funda, das 12h às 18h; na sede do Dentran-SP, que fica na rua João Brícola, nº 32, das 8h às 18h; e na Escola Estadual Maria Augusta Saraiva na rua Major Diogo, nº 200, na Bela Vista – próxima ao local do incidente.

Locais oficiais para doação:

Cruz Vermelha - Av. Moreira Guimarães, 699, Indianópolis – São Paulo

Memorial da América Latina - Av. Auro Soares de Moura Andrade, portão 8 , Barra Funda – São Paulo

Dentran-SP - Rua João Brícola, nº 32, Centro --São Paulo

Escola Estadual Maria Augusta Saraiva - rua Major Diogo, nº 200, Bela Vista --São Paulo

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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