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Bombeiros e Defesa Civil dizem que prédio ao lado do que desabou não tem risco de queda total

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

03/05/2018 13h40Atualizada em 03/05/2018 19h43

Corpo de Bombeiros e Defesa Civil informaram nesta quinta-feira (3) que um prédio vizinho ao que pegou fogo e desabou na madrugada de terça (1º) no Largo do Paissandu, região central de São Paulo, também está deteriorado e corre risco de desabamento parcial, de partes externas. Segundo as informações, porém, a estrutura do edifício não está comprometida.

O segundo prédio foi atingido pelo fogo que tomou conta do primeiro na terça-feira. Ele também teve focos de incêndio, nos andares superiores, mas foram controlados. O prédio é comercial e está desocupado desde terça-feira.

Pela manhã, um tenente e um tenente-coronel do Corpo de Bombeiros que atuam no rescaldo do edifício Wilton Paes de Almeida disseram ao UOL que o segundo prédio tinha um "risco grande de desabamento".

De acordo com o tenente Guilherme Derrite, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o prédio tinha um "risco grande de desabamento". "A queda é iminente. Soubemos graças ao sensor instalado no prédio para detectar movimentos. Com as máquinas trabalhando, houve tremor”, afirmou o tenente Guilherme Derrite, porta-voz do Corpo de Bombeiros, de manhã.

“Pode cair parte de revestimento, parte estrutural, parte de alvenaria. Mas o máximo seria um efeito dominó, cair laje por laje e cair parte do prédio. Seja parte ou o prédio inteiro, a gente não pode ficar em volta”, completou o tenente-coronel Humberto Leão.

Porém, após nova avaliação técnica, Bombeiros e Defesa Civil informaram no começo da noite desta quinta que não há risco de colapso de prédios ao redor do edifício Wilton Paes de Almeida. Em novo contato com a reportagem, o tenente-coronel Leão afirmou que houve uma mudança de entendimento após duas reuniões no período da tarde com engenheiros, representantes da subprefeitura da Sé, Defesa Civil, Bombeiros e especialistas em concreto.

"Chegamos à conclusão que a parte de cima está danificada e a parte debaixo está inteira. Se cair [algo do prédio], tem um risco de desplacamento. É um risco menor. Pode ser alvenaria, pode ser revestimento, pode ser pedaço de concreto. Podem ser partes grandes, mas não o prédio todo desabar", explicou Leão.

O coordenador municipal da Defesa Civil, Edson Ramos, foi ainda mais enfático ao afirmar que não há risco de desabamento. "Não há risco, nesse momento, iminente de desabamento. Se houvesse um risco muito importante, os bombeiros não estariam trabalhando como estão trabalhando", disse. Segundo Ramos, está sendo feito um monitoramento diário para avaliar qualquer mudança do quadro.

Ramos também afirmou que dois prédios privados serão escorados. As obras ficam a cargo de seus proprietários e não têm data para começar.

Pela manhã, as máquinas e os homens do Corpo de Bombeiros que estavam próximos ao prédio foram retirados às pressas depois de o sensor disparar um alarme, o que significava que houve a detecção de tremor. No epicentro do edifício que desabou na terça-feira, no entanto, as máquinas continuaram em funcionamento.

O prédio que pode desabar apresentou uma grande rachadura após a tragédia - Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo
O prédio que pode desabar apresentou uma grande rachadura após a tragédia
Imagem: Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo

Igreja luterana está condenada

Mais cedo, os bombeiros informaram que a histórica igreja luterana, que fica ao lado do edifício que ruiu, está condenada e pode ter quedas da estrutura.

Uma possível demolição não é descartada, mas a decisão de derrubar a igreja só vai ocorrer após análise de engenheiros que não identifiquem nenhuma possibilidade de restaurar a estrutura já comprometida.

A igreja luterana foi fundada em 1908. A restauração da torre e do altar havia sido entregue há cerca de dois anos. O custo da obra, R$ 1,3 milhão, foi bancado pela comunidade.

Por precaução, os homens do Corpo de Bombeiros não estão atuando na área da igreja. “Pode ocorrer quedas de partes estruturais da igreja a qualquer momento. Só o engenheiro responsável poderá dizer se há possibilidade de salvar a estrutura”, disse Derrite.

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