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Corpo de mergulhador desaparecido após vistoria de navio é encontrado em SP

Equipes realizam buscas pelo mergulhador profissional Emmanouil Pagonis Neto no Porto de Santos  - Divulgação/Marinha do Brasil
Equipes realizam buscas pelo mergulhador profissional Emmanouil Pagonis Neto no Porto de Santos Imagem: Divulgação/Marinha do Brasil

Ely Grion

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/05/2019 12h48Atualizada em 21/05/2019 10h07

A Marinha encontrou na tarde de hoje, às 15h, o corpo do mergulhador profissional Emmanouil Pagonis Neto, 26. Ele estava desaparecido desde a tarde de ontem, quando foi fazer uma vistoria no casco de um navio atracado no porto de Santos, no litoral de São Paulo.

De acordo com informações da Marinha do Brasil, a identificação do corpo foi realizada por amigos do mergulhador.

A Capitania dos Portos foi informada na tarde de ontem sobre o fato e imediatamente encaminhou uma equipe de resgate.

A equipe, que contava com quatro mergulhadores da Marinha e dois mergulhadores do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), iniciou os trabalhos ontem e retomou as buscas na manhã de hoje.

Eles tinham também com o apoio de um helicóptero da Marinha. Um inquérito foi aberto para apurar as causas e possíveis responsabilidades.

O mergulhador profissional Emmanouil Pagonis Neto, 26 - Reprodução - 23.ago.2016/Facebook/Emmanouil Pagonis
O mergulhador profissional Emmanouil Pagonis Neto, 26
Imagem: Reprodução - 23.ago.2016/Facebook/Emmanouil Pagonis

Pagonis Neto, que trabalhava para a empresa Oceanave, estava fazendo a vistoria no navio liberiano Medi Ginevra quando desapareceu. A embarcação está atracada próxima ao armazém 39 no Porto de Santos.

"Ele mergulhou e, assim que se passaram 30 minutos, ele não voltou, então foi acionado o protocolo de SAR (Search And Rescue, busca e resgate em inglês) e os outros mergulhadores da equipe já começaram as buscas e acionaram a Capitania dos Portos", disse ao UOL o advogado da Oceanave, Alex Christo Bahov.

Segundo Bahov, a vistoria seguiu o protocolo internacional de segurança. "Foi uma fatalidade. Esse procedimento é sempre feito por uma equipe, inclusive o barco em que estavam foi vistoriado recentemente pela DPC (Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil)", afirmou.

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