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IML identifica corpo, e número de mortos em Brumadinho sobe para 249

Bombeiros trabalham na lama em busca de vítimas da tragédia em Brumadinho (MG) - Divulgação
Bombeiros trabalham na lama em busca de vítimas da tragédia em Brumadinho (MG) Imagem: Divulgação

Luciana Quierati

Do UOL, em São Paulo

30/08/2019 18h14Atualizada em 30/08/2019 22h08

O IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte identificou na noite de hoje que o corpo encontrado mais cedo pelo Corpo de Bombeiros em Brumadinho é de uma das vítimas que ainda estão desaparecidas. Segundo a Defesa Civil, a informação foi confirmada pela Polícia Civil do estado e, com isso, sobe para 249 o número de mortos pelo rompimento da barragem da Vale em 25 de janeiro. Faltam localizar outras 21 vítimas.

Segundo a polícia, trata-se de João Paulo Ferreira Amorim Valadão. A identificação foi possível por meio de exame odontológico da arcada dentária. Cabeça e tronco unidos foram encontrados por volta das 11h de hoje.

Também hoje foram encontradas duas pernas e, segundo os bombeiros, "outras pequenas partes não especificadas". Esses segmentos passarão por exame de DNA para verificar se fazem parte do corpo ora identificado ou se pertencem a outra vítima. O resultado, no entanto, pode levar meses para ficar pronto.

O último corpo encontrado na área atingida pelo rejeito, e que estava quase intacto, foi em 11 de julho, mas não alterou as listas de mortos e desaparecidos, porque um membro desse mesmo corpo já havia sido encontrado anteriormente, em fevereiro, e sepultado na ocasião.

Os segmentos de hoje foram encontrados uma área chamada de Remanso Esquerdo 01, dias depois de o Corpo de Bombeiros iniciar uma nova estratégia de buscas, de escavar toda a extensão atingida pela lama a uma profundidade de até 3 metros.

Até então, as equipes de buscas vinham se concentrando em pontos onde havia maior probabilidade de localizar vítimas, apontada pelo cruzamento de dados a cargo do setor de inteligência criado para a operação.

Um novo levantamento, porém, indicou que a maioria dos corpos e segmentos foram localizados a até 3 metros de profundidade.

Cotidiano