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PMs teriam tentado buscar bala de tiro contra Ághata; Witzel promete rigor

Ághata Felix foi alvo de disparo de fuzil na noite de 20 de setembro - Arquivo pessoal
Ághata Felix foi alvo de disparo de fuzil na noite de 20 de setembro Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

03/10/2019 18h06Atualizada em 03/10/2019 22h15

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), se manifestou na tarde de hoje a respeito da informação publicada pela revista Veja, de que policiais militares teriam invadido o hospital Getúlio Vargas na madrugada do último sábado (21) para tentar levar a bala que matou Ághata Félix, de 8 anos.

Segundo a publicação, pelo menos dez PMs foram à instituição na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e tentaram subtrair o projétil. Apesar da pressão, médicos e enfermeiros não entregaram o objeto, que foi encaminhado à Polícia Civil para investigação.

"Sobre a informação de que policiais militares teriam tentado pegar a bala que atingiu a menina Ágatha, minha posição é firme: tudo será apurado com rigor. Os fatos, se comprovados, são inadmissíveis. Os culpados serão punidos", prometeu Witzel em sua conta no Twitter.

Ágatha foi atingida pelas costas por um tiro de fuzil na noite de 20 de setembro, quando estava com a mãe em uma kômbi no Complexo do Alemão. Segundo o Instituto Médico Legal, a menina foi vítima de lacerações no fígado, no rim direito e em vasos do abdômen, provocadas pelo tiro.

Os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli não conseguiram determinar calibre, número ou direcionamento das raias do fragmento da bala que foi retirado do corpo de Ághata. Até a última terça-feira, sete armas (sendo cinco fuzis e duas pistolas) haviam sido periciadas.

Testemunhas afirmam que o disparo foi efetuado por um policial militar. A Polícia Civil suspeita que um dos dois PMs que participaram na terça-feira da reconstituição da morte seja o autor do disparo, segundo informou a Rede Globo. O militar passou mal durante a reconstituição.

Pais de Ághata afirmam que não houve confronto

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