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Suspeita de quebrar perna de filha por não acionar descarga é presa em SC

Mulher foi presa pela Polícia Civil de SC - Divulgação/Polícia Civil de SC
Mulher foi presa pela Polícia Civil de SC Imagem: Divulgação/Polícia Civil de SC

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, em Ponta Grossa (PR)

08/10/2020 10h50

Uma jovem de 21 anos está presa desde terça-feira (6), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, suspeita de quebrar a perna da filha, de 3 anos. Segundo a Polícia Civil, a agressão foi motivada porque a menina não conseguiu acionar a descarga do vaso sanitário.

O caso chegou à Delegacia da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) após a mãe levar a garota para atendimento médico, no Hospital Regional do Oeste, em Chapecó. A suspeita alegou que a filha caiu de uma escada, mas a equipe que tratou da vítima suspeitou da justificativa e acionou a Polícia Civil, que passou a apurar o caso um dia antes da prisão da suspeita.

A investigação descobriu que a garota estava havia sete dias dentro de casa com a perna quebrada, inchaço na região inferior dos membros e em estado febril. A mãe só teria levado a filha ao médico após uma vizinha desconfiar do estado de saúde da menina.

A vizinha teria estranhado o sumiço da garota que sempre brincava na área externa do apartamento. Ela se dirigiu até a casa da vítima e lá presenciou o estado de saúde da menina, influenciando para a mãe levar a filha ao médico.

Segundo o delegado Washington Vieira, que apura o caso, o Instituto Geral de Perícias (IGP) fez exame de corpo de delito na garota e não apontou como causa para a perna quebrada um eventual acidente doméstico.

Além do exame, em uma entrevista realizada por uma psicóloga, com uso de técnicas para a idade da criança, a vítima confirmou as agressões provocadas pela mãe, que não teve a identidade revelada para preservar a criança.

"Constatamos que essa versão de queda de escada não consistia porque ela não apresentava essas características, como outras lesões em diferentes partes do corpo. Na entrevista com a psicóloga, a garota acabou revelando que foi agredida pela mãe e que teria sido orientada a mentir a fim de ocultar a autoria do crime", afirmou o delegado.

Depois de reunir a prova testemunhal e documental do laudo, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva da mãe, autorizada na terça-feira. Os agentes cumpriram o mandado no mesmo dia, em Chapecó.

"Poucas horas depois da expedição do mandado conseguimos localizá-la já em outro endereço onde o crime ocorreu", frisa o delegado Vieira.

Em depoimento, a mãe reafirmou que a filha caiu de uma escada. Ela foi indiciada por tortura qualificada e encaminhada à Penitenciária Chapecó. Familiares, que agora estão com a guarda da menina, informaram à Polícia Civil que ela se recupera bem.

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