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Segurança pública

PM à paisana luta com ladrão, é morto e tem arma levada; namorada é baleada

Tenente Felipe Murakami Silva, vítima de latrocínio em Itaquaquecetuba (SP) - Reprodução
Tenente Felipe Murakami Silva, vítima de latrocínio em Itaquaquecetuba (SP) Imagem: Reprodução

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

05/01/2021 12h18Atualizada em 05/01/2021 12h18

O primeiro-tenente Felipe Murakami Silva, 29, morreu ao ser baleado na noite de ontem por um criminoso após ter sofrido um sequestro. O oficial e a namorada, de 37 anos, foram abordados em Mogi das Cruzes e levados até Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, onde houve os disparos. Além do PM, a namorada também foi baleada na cabeça, mas, lúcida, conseguiu narrar à polícia o que aconteceu.

A Polícia Civil afirmou, com base no depoimento da namorada, que o casal, que estava em um Audi A3 preto, foi abordado por três criminosos em Mogi enquanto faziam um passeio pelo Pico do Urubu. De acordo com a mulher, após terem sido conduzidos pelos criminosos até Itaquaquecetuba, Silva entrou em luta corporal com um dos ladrões. Foi atingido por um tiro na cabeça e não resistiu ao ferimento, a caminho do hospital Santa Marcelina, em Itaquera, zona leste da capital.

A namorada, num primeiro momento, achou que foi golpeada com uma coronhada na cabeça. Ela conseguiu correr e encontrar uma base da PM, onde narrou o que aconteceu. Com um ferimento na cabeça, foi conduzida para o pronto-socorro. Lá, foi identificado que, na verdade, ela também foi baleada. O tiro não perfurou e o ferimento foi considerado de grau leve pelos médicos.

O caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte) pela Delegacia de Itaquaquecetuba. De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o Distrito Policial "apura os fatos com apoio do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Mogi das Cruzes".

O primeiro-tenente estava lotado no 31º BPM (Batalhão da PM), em Guarulhos, também na Grande São Paulo. Ele estava na corporação há 5 anos e 11 meses e deixa um filho de 6 anos.

O crime

Segundo a polícia, o latrocínio aconteceu por volta das 19h30 da noite de ontem, no Jardim Campo Limpo. Assim que a namorada narrou o que aconteceu para a PM, policiais foram até o local e encontraram Silva baleado. Naquele momento, os policiais acionaram o socorro.

À procura dos criminosos, policiais localizaram o carro abandonado a cerca de 800 metros do local do crime. Ali, foi encontrada a carteira do policial, com seus documentos e cartões bancários.

O caso foi registrado na Delegacia de Itaquaquecetuba às 21h30. Horas depois, PMs notificaram ter encontrado uma moto com indicativo de participação no crime (mas sem confirmação), na Vila Curuçá, zona leste da capital paulista.

A família da vítima, em choque, não teve condições de prestar declarações à polícia. Não foram divulgadas informações sobre velório e enterro do policial. O delegado Wadton Andrade Santos determinou a procura pelos criminosos e requisitou os exames periciais necessários para a investigação.

Pesar da PM

Por meio de nota, a PM afirmou que é "com pesar que informa o falecimento do primeiro-tenente".

"O tenente estava com sua namorada no município de Mogi da Cruzes quando foi surpreendido por três criminosos armados. Os assaltantes os sequestraram e os conduziram até o município de Itaquaquecetuba onde, por razões a serem esclarecidas, efetuaram um disparo na cabeça do oficial e um disparo na cabeça da mulher. Ambos foram socorridos, mas, infelizmente, o tenente não resistiu e morreu. A namorada teve o projétil alojado na cabeça. Ela recebeu atendimento médico e não corre risco de morte", diz o texto.

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