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Dr. Jairinho ligou para o governador do Rio horas após a morte de Henry

O vereador Jairinho, do Solidariedade, era padrasto de Henry, de 4 anos, que morreu no dia 8 de março - Divulgação/Câmara Municipal do Rio
O vereador Jairinho, do Solidariedade, era padrasto de Henry, de 4 anos, que morreu no dia 8 de março Imagem: Divulgação/Câmara Municipal do Rio

Tatiana Campbell

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

01/04/2021 12h22Atualizada em 08/04/2021 16h37

O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), recebeu um telefonema do vereador e médico Dr. Jairinho (Solidariedade) horas após a morte do enteado do parlamentar na madrugada do dia 8 de março. De acordo com o laudo de necropsia, Henry Borel, 4, morreu após sofrer uma hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.

Ao UOL, a assessoria do Governo do Rio de Janeiro informou que Cláudio Castro "recebeu uma ligação do vereador Doutor Jairinho horas antes de o caso envolvendo o menino Henry ganhar repercussão na mídia", conforme noticiado hoje pelo jornal O Globo. A nota diz ainda que "no telefonema, ao saber do fato, Castro limitou-se a explicar ao vereador que o assunto seria tratado pela delegacia responsável pelo inquérito e encerrou a ligação".

Questionado sobre a ligação que Jairinho fez ao governador, horas após a morte de Henry, o advogado do vereador, André França Barreto, afirmou que os dois são amigos.

"O vereador e o Cláudio Castro são amigos assim como o vereador conhece inúmeras outras pessoas. A preocupação do Jairinho, assim como da Monique, sempre foi conceder a maior transparência e maior justiça ao caso. Ele não quer que a figura dele como político possa gerar qualquer parcialidade que o prejudique. Ele fala 'só quero que seja feito um procedimento que seja justo'", falou França.

Aos agentes da Polícia Civil, Jairinho e Monique Medeiros, mãe da criança e namorada do parlamentar, disseram ter encontrado Henry no chão do quarto onde o casal dorme gelado e com dificuldades para respirar. Por volta das 3h50, o menino deu entrada no Hospital Barra D'Or, na mesma região onde mora o vereador, porém sem vida. Até o momento, 17 pessoas já foram ouvidas no inquérito.

O governador em exercício reiterou "que sempre garantiu total autonomia à Polícia Civil e que não interfere em investigações".

A reconstituição da morte de Henry acontece nesta quinta-feira (1) e começou pela tarde. Jairinho e a mãe do menino não compareceram. A defesa do casal alega que pediu que a reprodução simulada fosse remarcada para semana que vem.

A polícia informou que os dois podem ser punidos por desobediência por terem faltado.

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