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Falsa major que oferecia vagas em colégios militares é presa no RS

Vestimentas usadas pela mulher para se passar por enfermeira foram apreendidas pela polícia - Polícia Civil do Rio Grande do Sul/Divulgação
Vestimentas usadas pela mulher para se passar por enfermeira foram apreendidas pela polícia Imagem: Polícia Civil do Rio Grande do Sul/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

20/05/2022 18h13Atualizada em 20/05/2022 19h00

Uma mulher foi presa após passar mais de um ano fingindo ser major do Exército e aplicar golpes, entre eles a falsa intermediação para garantir vagas em escolas militares, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A suspeita teria feito cerca de 80 vítimas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul e causado, ao menos, R$ 200 mil em prejuízo às vítimas.

A mulher foi detida hoje na cidade de Canoas (RS). Com vestimentas do Exército e alegando que era enfermeira militar, ela, que não teve identidade revelada, também se envolvia em esquemas envolvendo a abertura de sociedades e a utilização de cartões de crédito em nome de outras pessoas, além de não pagar aluguel. Ela ainda cobrava para colocar jovens em colégios militares sem cumprir a promessa ofertada.

Em algumas ocasiões, a mulher chegava a simular que estava dentro de um quartel fazendo trabalhos administrativos para ludibriar as vítimas, que, segundo a polícia, costumavam ser "idosos e famílias".

Entre os objetos apreendidos no caso estão uniformes militares completos, com insígnias, distintivos e uma identificação correspondente ao oficialato. Segundo a polícia, a mulher andaria na rua usando essas roupas com frequência.

A polícia não esclareceu se as roupas eram falsificadas ou não.

"Diante da credibilidade que as Forças Armadas possuem perante a sociedade, foi um fator preponderante para o elevado número de vítimas", afirmou o delegado da 2ª Delegacia Regional Metropolitana, Mario Souza, por meio de nota.

Detida de forma preventiva, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional do Rio Grande do Sul.

Não identificada, o UOL ainda não conseguiu contato com representantes legais da suspeita. O espaço segue aberto para manifestações.

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