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Nada foi encontrado hoje, diz PF sobre buscas por Bruno e Dom no AM

Juliana Arreguy

Do UOL, em São Paulo

13/06/2022 19h54

A Polícia Federal informou, em boletim divulgado ao fim da tarde de hoje (13), que, até as 18h, "nada foi encontrado" nas buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista britânico Dom Phillips no Vale do Javari (AM). Mais cedo, a família de Dom afirmou que dois corpos foram encontrados no local, embora a informação não tenha sido confirmada pela PF.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que vísceras humanas foram encontradas durante as buscas pela região e encaminhadas para perícia em Brasília. O chefe do Executivo acrescentou que acha difícil que Bruno e Dom sejam encontrados com vida.

Na semana passada, a PF já havia divulgado ter encontrado um "material orgânico", sem divulgar detalhes do que se tratava. Os agentes também encontraram vestígios de sangue no barco onde Amarildo da Costa Oliveira, o "Pelado", foi detido na última terça-feira (7) por posse de drogas e munição de uso restrito das Forças Armadas.

Na nota de hoje, a PF afirma que o resultado das perícias deve ser divulgado ainda esta semana. Ontem (12), a corporação divulgou que mergulhadores encontraram pertences de Dom e Bruno, incluindo uma mochila e um documento.

Onde o indigenista e o jornalista desapareceram - Arte/UOL - Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Buscas

Bruno e Dom desapareceram na manhã do domingo (5) durante o trajeto de barco entre a comunidade ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte.

Segundo testemunhas ouvidas pelos policiais, Amarildo seguia a embarcação da dupla. Coordenador-geral da Univaja, (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), Paulo Barbosa da Silva disse que dois dias antes do sumiço, o repórter inglês fotografou homens armados que ameaçavam os indígenas. Os homens, alegou Barbosa, são ligados a Amarildo.

Indígenas que vivem na região do Vale do Javari se manifestaram hoje (13) contra o governo federal e em defesa de Bruno e Dom. Segurando cartazes questionando sobre o paradeiro dos dois, os indígenas também cobram das autoridades maior fiscalização na área e proteção às terras indígenas. O protesto foi organizado pela Univaja.

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