Conteúdo publicado há 4 meses

É hora de rever ações, diz Tarcísio após novo ataque em escola de SP

Após a morte de uma adolescente na Escola Estadual Sapopemba na manhã de hoje, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que as ações do governo estadual precisam ser revistas para que novos ataques a escolas não voltem a acontecer.

É hora de e rever, de voltar, de rever tudo que a gente está fazendo para que a gente evite novas ocorrências, né? A gente não pode deixar que esse tipo de coisa aconteça. A escola tem que ser um local seguro, a escola tem que ser um local de convivência.
Tarcísio de Freitas, governador

O que disse Tarcísio

O governador citou a possibilidade de que houve falhas nos protocolos de segurança e ressaltou a necessidade de "pensar no futuro da rede". "Depois de uma situação dessa você chega à conclusão que não estamos sendo capazes, (...) Não chegamos no que é o ideal e precisamos voltar a internalizar", disse em coletiva de imprensa, no começo da tarde, na escola da zona leste.

Aí alguém pode perguntar: mas o governo falhou? Provavelmente falhamos em alguma coisa. A gente não queria até falhar.

Ele admitiu que não existe um novo plano para lidar com esse tipo de ocorrência. Se você perguntar pra mim, se eu tenho todas as respostas pra lidar com esse tipo de situação, eu vou responder muito sinceramente: não tenho. Porque ninguém quer ver alunos morrendo aqui na escola, ninguém quer isso."

"Está havendo um esforço muito grande para evitar esse tipo de ação", afirmou. De acordo com ele, 165 tentativas ou suspeitas de ataques a escolas foram "frustradas" desde março. "Em algumas situações a gente chegou a recorrer ao Judiciário para ter operação de busca e apreensão."

Mas é aquilo, por mais que você evite uma série de situações de ocorrências, quando uma você não consegue evitar, quando você tem, quando você falha, fica a dor, fica esse sentimento.

1 psicólogo para cada 10 escolas

O secretário de Educação, Renato Feder, afirmou que o estado conta com 550 psicólogos para 5.000 escolas. Eles foram contratados para prestar cuidados a vítimas de bullying e orientar os demais alunos para evitar confrontos.

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"Então, na média, é um psicólogo para cada dez escolas", disse Feder. "Ela [psicóloga] pode passar meio período ou um dia de visitas. Mas é óbvio que ela vai agendando essas visitas de acordo com as demandas e com as necessidades."

Tarcísio afirmou que a unidade da zona leste não tinha ciência de que o aluno suspeito iria praticar um atentado embora pais e alunos tenham dito isso. "Se nós tivéssemos conhecimento, nós teríamos tomado providência como nós tomamos nos outros 165 episódios que foram evitados", disse. "Ninguém vai ser negligente."

A gente se sente incapaz, impotente de lidar com esse tipo de situação. E vamos trabalhar, vamos ter uma reunião agora da Secretaria da Educação com a Secretaria da Segurança Pública para ver que medidas a mais nós podemos tomar para evitar novos incidentes dessa natureza.
Tarcísio de Freitas

Sistema de segurança

Segundo o govenador, é difícil saber se um aluno entra armado na escola. "São 1.800 alunos aqui. Imagina você fazer a revista todos os dias de todos os alunos", disse.

Ele afirmou que vai "manter essa linha de contratar vigilância privada para as escolas". "Qual é a solução? É botar detector de metal na porta de todas as escolas? Seria essa a solução? Será que isso é o correto?"

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A escola da zona leste ficará fechada por duas semanas, de acordo com o governador.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, disse que o aluno detido já passou por exame de corpo de delito e "será encaminhado para a Fundação Casa".

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