Conteúdo publicado há 1 mês

Dentista investigada em MG por lipo de papada é alvo de busca e apreensão

Duas clínicas ligadas à dentista Camilla Groppo, investigada em Minas Gerais por fazer lipoaspirações de papada que teriam causado infecções em pacientes, foram alvo de busca e apreensão da Polícia Civil na terça-feira (23).

O que aconteceu

Uma casa em um condomínio de luxo em Belo Horizonte também foi alvo das buscas. A advogada Andresa Resende, que representa Camilla, disse que se trata de um apartamento e que o imóvel já está à venda há 5 meses, antes das denúncias serem noticiadas. "A doutora Camilla tem família e reside em Belo Horizonte, não tendo nenhuma intenção de se mudar da cidade".

Os policiais recolheram um celular e um tablet da dentista. Também foram levados diversos documentos, inclusive os prontuários das pacientes que, segundo a polícia, deveriam estar no consultório, mas estavam guardados na residência da investigada.

O delegado Alessandro Gema falou em novas vítimas de Camilla. "As investigações prosseguem com celeridade, tendo em vista o surgimento de novas vítimas, coleta de seus depoimentos e a necessidade de aguardar os resultados dos exames periciais realizados para concluir o inquérito policial".

Defesa da dentista diz que nunca impediu nenhum acesso a qualquer documento ou informação solicitada. A advogada Andresa Resende ainda informou, por nota, que o cumprimento dos mandados ocorreu "de forma pacífica e ordenada". "Como profissional, mulher e mãe, a doutora Camilla Gropo é a maior interessada na correta e adequada apuração de todos os fatos, prezando pela transparência e compromisso com a verdade!".

Relembre o caso

A dentista é investigada após ser denunciada por pacientes que desenvolveram infecções depois de procedimentos estéticos em MG. O caso veio à tona no mês passado.

Mais de dez pacientes tiveram infecção após lipoaspirações de papada. A dentista Camilla Groppo também faz bichectomias, cirurgia que remove gordura das bochechas.

A Polícia Civil diz que uma das clínicas foi interditada duas vezes pela Vigilância Sanitária.

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Em comunicado enviado no mês passado, a defesa havia dito que a dentista tem a formação necessária para realizar os procedimentos e que sempre agiu com zelo. "O processo infeccioso em pós-procedimento pode ter várias razões, por isto, é prematuro atribuir culpa à conduta desta profissional, a qual está à disposição dos órgãos para um esclarecimento melhor dos fatos".

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