Conteúdo publicado há 2 meses

'Cavalo resgatado em telhado no RS está desidratado', diz veterinária

Uma das veterinárias que atendeu o cavalo que ficou ilhado em cima de um telhado, no Rio Grande do Sul, afirmou, nesta quinta-feira (9), que o animal está desidratado.

O que aconteceu

Cavalo foi levado pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Veterinário da Ulbra. Mariângela Allgayer, professora e médica veterinária, informou que a sua equipe está cuidando do animal. Ele foi resgatado mais cedo após ficar preso em telhado de uma casa por cerca de cinco dias.

Esse animal está muito desidratado. Ele está sendo atendido por nossa equipe de veterinários.
Mariângela Allgayer

Ao UOL, a veterinária deu mais detalhes sobre o atendimento a Caramelo. "O animal chegou sedado, foi aquecido, seco, teve os parâmetros aferidos, e foi tratado com hidratação venosa. Retornou da sedação e foi alocado nas baias. Está comendo e recebendo feno [mistura de plantas ceifadas e secas]."

O veterinário Bruno Schmitz, que atuou do resgate do cavalo, afirmou que ele tem cerca de sete anos. "Pela dentição, ele deve ter em média setes anos. Ele está bem magro, não foi esse tempo no telhado... Bem cuidado, já não estava", disse em entrevista à GloboNews.

Cerca de 10 mil animais foram resgatados no estado até o momento. Balanço é do governo gaúcho.

Caramelo foi visto se equilibrando no telhado de uma casa. A cena foi flagrada pelo helicóptero da TV Globo, que fazia a cobertura das enchentes na cidade de Canoas, uma das mais castigadas, e viralizou nas redes sociais.

Mutirão e comoção nas redes sociais. A partir daí, iniciou-se uma corrida contra o tempo: a primeira-dama, Janja da Silva, e influenciadores como Felipe Neto, fizeram apelos para que o animal fosse retirado em segurança.

Continua após a publicidade

O cavalo foi amarrado e colocado em um bote pelos bombeiros. Resgate foi realizado por volta das 11 horas e envolveu equipes do Corpo de Bombeiros e Exército, com pelo menos dois botes, quatro barcos e um jet ski.

O animal foi transportado por quase meia hora num bote. A embarcação teve a estrutura reforçada para suportar o peso do animal de cerca de 400 quilos e também os ocupantes. Durante o trajeto, um dos agentes do Corpo de Bombeiros carregou uma bolsa de soro para ajudar na hidratação do animal.

Como é feito o resgate de cavalos em enchentes

Jéssyca Lumertz, que é veterinária especialista em equinos e está na linha de frente dos resgates em cidades como Gravataí e Canoas, é do grupo que Juliana mencionou. Ela é especialista em reabilitação de animais que foram vítimas de maus tratos e usou esses conhecimentos para auxiliar na retirada dos cavalos da água.

Existem algumas técnicas. Às vezes, os sedamos para deixá-los mais calmos. Fazemos algumas amarras em torno do corpo para ajudá-los a boiar. A cabeça fica no barco e o levamos sem que ele precise fazer esforços.
Jéssyca Lumertz em entrevista ao UOL

Lumertz ainda não fez nenhum resgate por içamento, mas explica que a técnica é a mesma: sedação quando necessário e amarrações para proteger o animal

Deixe seu comentário

Só para assinantes