Conteúdo publicado há 1 mês

Delegado: apreendido por matar pais e irmã não tinha histórico de violência

O delegado responsável pelo caso de um adolescente de 16 anos que matou a família a tiros em São Paulo disse que o apreendido não tinha "histórico de violência" antes do crime.

O que aconteceu

Delegado disse que adolescente também não tinha histórico de participação em crimes. Para Roberto Afonso da Silva, a decisão dos pais de retirar o celular dele provocou uma "frustração momentânea" que gerou um "gatilho para que ele se transformasse nessa figura que a gente viu". As declarações foram ao Brasil Urgente (TV Bandeirantes).

Celular e computador do adolescente são tidos como essenciais para a investigação. Os equipamentos serão levados para a perícia, que irá verificar todos os dados contidos em ambos os aparelhos.

Silva apontou que adolescente levou um "susto muito grande" e se "espantou" quando foi informado que seria apreendido em razão dos crimes. O delegado também comentou que ele demonstrou não ter nenhum arrependimento. O adolescente deve ser ouvido novamente na delegacia, já que o primeiro relato dele foi realizado para a equipe de plantão.

Investigação está no início e polícia não descarta nenhuma hipótese neste momento. Silva também explicou que o adolescente premeditou os homicídios já que sabia onde estava a arma do pai e testou o armamento antes do crime, disparando contra um colchão.

Delegado falou que a ocorrência tem um "componente bastante mórbido". "O caso é até difícil da gente contar porque é extremamente triste o que aconteceu. Uma situação extremamente infeliz para a família toda, inclusive para ele", avaliou.

Entenda o caso:

O adolescente de 16 anos matou pai, mãe e irmã dentro de casa na noite de sexta-feira (17), em São Paulo. Adolescente usou arma do pai, que era Guarda Civil Municipal, para matar a família. Eles foram mortos dentro de casa, na zona oeste de SP.

Ele diz que matou os pais porque estava com raiva. Adolescente contou à polícia que foi xingado de "vagabundo" pelos pais na quinta-feira (16) e ficou sem acesso ao celular e a um computador que usava. Depois da discussão, ele planejou as mortes, de acordo com o boletim de ocorrência obtido pelo UOL.

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Irmã foi morta porque estava na casa, diz adolescente. Após atirar no pai, o jovem subiu ao andar superior do imóvel quando foi questionado pela irmã sobre o barulho do tiro. Após a pergunta, ele atirou no rosto da jovem, diz o boletim de ocorrência.

Ele passou o fim de semana em casa com os corpos. Ainda de acordo com o depoimento do adolescente à polícia, ele manteve atividades rotineiras, como ir para a academia e à padaria. Apenas no domingo (19) à noite ele ligou para a polícia e confessou os crimes. Vizinhos contaram à TV Globo que não ouviram nenhum barulho no dia do crime, mas que a família brigava constantemente.

Câmeras de segurança da casa devem ajudar o trabalho da polícia. O adolescente foi conduzido à Fundação Casa e o caso foi registrado como homicídio, feminicídio, posse ou porte ilegal de arma e vilipêndio a cadáver no 33º DP (Pirituba).

Guarda Civil Municipal de Jundiaí e Unidade de Gestão de Segurança dizem que prestarão o suporte necessário à família do GCM: "Ele estava lotado no destacamento Florestal. Prestativo e dedicado, estava na GMJ desde 2012".

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