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Eleições 2020

Alianças de última hora derrubam 5 candidaturas e impedem recorde em SP

Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) fecharam coligações de última hora em SP - Arte/UOL
Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) fecharam coligações de última hora em SP Imagem: Arte/UOL

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

17/09/2020 04h00

As campanhas de Bruno Covas (PSDB), Celso Russomanno (Republicanos) e Guilherme Boulos (PSOL) são responsáveis pela eleição municipal não ter o recorde de candidaturas à Prefeitura de São Paulo. Com alianças fechadas até o último dia de convenções, ontem, eles tiraram cinco pessoas da disputa.

A capital paulista terá, com isso, 14 candidaturas, duas a menos que o número mais alto, registrado na eleição de 2000.

O PSOL fechou aliança com PCB e UP. No final de semana, o PCB abriu mão da pré-candidatura do professor Antônio Carlos Mazzeo para tentar formar uma frente de esquerda. "A construção de uma frente única se torna viável e necessária para levarmos essa candidatura à vitória nas eleições" em razão do "apelo de massas da candidatura de Boulos e [a deputada federal Luiza] Erundina", vice na chapa, afirmou o partido.

Já a UP, em sua primeira eleição, abriu mão ontem da pré-candidatura de Vivian Mendes para apoiar a chapa encabeçada por Boulos. Para o partido, "a formação dessa frente é um passo necessário para uma maior unidade contra a ascensão das ideias e práticas fascistas, racistas, xenófobas e machistas em curso no nosso país".

Alianças com tucano

A disputa pela prefeitura chegou a ter 19 pré-candidatos. Também desistiram da disputa majoritária o PV, que sairia com Eduardo Jorge, e o PTC, que estudava lançar o advogado Ribas Paiva.

Ambos se uniram à chapa de Covas pela reeleição. O PV tomou a decisão para apostar suas fichas na Câmara Municipal e por avaliar que teria dificuldades para tocar a candidatura a prefeito.

No caso do PTC, antes do acerto com o tucano, Paiva escreveu em suas redes sociais que foi "obrigado a desistir da candidatura por falta de recursos para a campanha".

PTB repete dobradinha

Ontem, o PTB anunciou aliança com o Republicanos, cujo candidato é o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos). É a terceira vez que PTB e Russomanno fazem uma dobradinha.

Russomanno - Silvia Constanti/Folhapress - Silvia Constanti/Folhapress
Celso Russomanno (Republicanos) colocou Marcos da Costa na vice por apoio do PTB
Imagem: Silvia Constanti/Folhapress

Em 2012 e 2016, o vice do parlamentar foi do PTB. Nas duas ocasiões, Russomanno, que começou a campanha na liderança das pesquisas, foi eliminado da disputa no primeiro turno, terminando em terceiro lugar.

Quem está com quem

O PSDB de Covas terá a maior aliança, com outros dez partidos. A coligação reúne o MDB, do candidato a vice e vereador Ricardo Nunes, DEM, Podemos, Progressistas, PSC, PROS, PL, Cidadania e PV.

Na sequência, aparece Márcio França (PSB), cuja campanha tem o apoio de PDT, Avante, Solidariedade e PMN.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL) se aliou ao DC. Já o PMB, único partido que não formalizou uma aliança, diz que irá definir a questão até o fim do prazo para o registro das candidaturas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 26 de setembro. Mas já se sabe que não irá lançar candidato para o Executivo municipal.

Quase um recorde

A campanha de 2000 mantém o recorde em número de candidaturas em São Paulo. Há 20 anos, 16 políticos se registraram para concorrer, mas apenas 15 disputaram nas urnas, já que o registro da chapa encabeçada pelo ex-presidente Fernando Collor, hoje senador, foi cassado dias antes do primeiro turno.

Antes da decisão, ele participou de agendas e debates normalmente. A Justiça Eleitoral considerou que ele não poderia participar da disputa em razão do impeachment que o tirou do Planalto, em 1992.

Um dos motivos para tantas candidaturas neste ano foi a proibição das coligações na campanha para o Legislativo a partir desta eleição.

Partidos consultados pelo UOL disseram, informalmente, que vão usar a candidatura para a Prefeitura de São Paulo mais como chamariz para a chapa de vereadores do que propriamente para a disputa pelo principal cargo do Executivo paulistano.

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