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Em São Paulo, Covas tem a maior vitória em segundo turno desde 2008

O prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) - ADRIANA SPACA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
O prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) Imagem: ADRIANA SPACA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Beatriz Montesanti

Colaboração para o UOL, de São Paulo

29/11/2020 22h27

Com 59,38% dos votos válidos, Bruno Covas (PSDB) teve a maior votação proporcional em segundo turno para a prefeitura de São Paulo desde 2008. Seu adversário Guilherme Boulos (PSOL) obteve 40,62%.

Há 12 anos, Gilberto Kassab (DEM) foi eleito prefeito com 60,72% dos votos, ante 39,28% de sua adversária Marta Suplicy, então concorrendo pelo PT e agora no Solidariedade.

Em números absolutos, a diferença de eleitores entre Covas e Boulos também foi a maior do período: 1 milhão de pessoas a mais votaram no tucano. Em 2008, essa diferença foi de 1,3 milhão.

Das seis eleições municipais realizadas nas últimas duas décadas, cinco foram para o segundo turno e uma foi decidida no primeiro.

Em 2000, Marta venceu Paulo Maluf (PPB) por uma diferença de 17 pontos percentuais: 58,5% ante 41,5%, o que à época equivalia a quase 945 mil votos.

Nas eleições seguintes, José Serra (PSDB) derrotou a então prefeita na disputa mais acirrada nestes 20 anos: 54,86% ante 46,14%, uma diferença de 9,72 pontos percentuais e 590 mil eleitores.

Serra deixou a prefeitura para concorrer ao governo do estado e seu então vice, Kassab, conquistou em 2008 o que é até hoje a maior vitória em segundo turno dos últimos anos.

Em 2012, o PT tirou o PSDB do comando da cidade, em uma disputa também considerada acirrada: Fernando Haddad (PT) teve 55,57% dos votos, ante 44,43% de José Serra (PSDB). Na época, isso equivaleu a uma diferença de 679 mil eleitores.

O ano de 2016 foi o único em que a disputa pela prefeitura da capital paulista não foi ao segundo turno. Na ocasião, João Doria (PSDB) derrotou o então prefeito Haddad por 53,29% ante 16,70% -mais de 2 milhões de eleitores de diferença.