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Guti derrota PT e é reeleito prefeito de Guarulhos (SP)

Guti (PSD) é reeleito prefeito de Guarulhos (SP) - Fabio Nunes Teixeira
Guti (PSD) é reeleito prefeito de Guarulhos (SP) Imagem: Fabio Nunes Teixeira

Beatriz Montesanti

Colaboração para o UOL

29/11/2020 19h06Atualizada em 29/11/2020 22h19

O atual prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSD), o Guti, foi reeleito neste domingo (29), acabando com as expectativas de Elói Pietá e do PT de retomar o comando da cidade, a segunda maior do estado de São Paulo. O prefeito eleito recebeu 57,8% dos votos, enquanto o rival somou 42,1%, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

Guti, 35, foi o mais jovem prefeito eleito da cidade em 2016. Embora tenha ido para o segundo turno com 45,49% dos votos, sua reeleição não era certa: ele enfrenta grande rejeição da população e até seu ex-vice-prefeito, Alexandre Zeitune (Rede), rompeu com o governo para apoiar o adversário petista.

Em 2016, Guti foi eleito pelo PSB. Desde então, trocou o partido pelo PSD e, para este pleito, formou a maior coligação das candidaturas do município, reunindo o apoio de PSB, Cidadania, Republicanos, MDB, Podemos, PSC, PTC e Patriota. O vice-prefeito é o vereador Professor Jesus, do Republicanos.

O maior legado de sua gestão para a cidade foi ter renegociado a concessão de água com a Sabesp, colocando fim ao rodízio em Guarulhos. Mas ele também enfrentou acusações de caixa dois na sua campanha anterior. Em 2018, o empresário Décio Pompeo Jr. afirmou ao Estadão que acertou com agentes de campanha para que o jornal GuarulhosWeb bancasse uma pesquisa eleitoral. O pagamento para a pesquisa não teria sido declarado. O prefeito e o jornal negaram as acusações.

Alvo de pedido de cassação de chapa

Na semana anterior ao segundo turno, a coligação partidária formada por PT, Rede e Solidariedade pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a cassação da chapa do prefeito. Os três partidos acusam Guti de compra de votos por distribuir cestas básicas na periferia antes do primeiro turno. Guti nega o uso eleitoral do benefício. A denúncia ainda não foi analisada pela Justiça Eleitoral.

O candidato Rodrigo Tavares (PRTB) também pediu a cassação da chapa. A representação diz que Guti alterou a data de pagamento da primeira parcela do 13º salário dos servidores públicos para poucos dias antes do primeiro turno. Tavares alegou compra de votos, acusação que o prefeito disse não ter "sustentação jurídica". Ainda não houve uma decisão sobre o fato.

Se Guti for reeleito e o tribunal julgar procedente a acusação, a chapa poderá ser cassada. Então, a cidade teria uma nova eleição.

Há também uma representação no Tribunal de Contas da União contra a gestão de Guti durante a pandemia do novo coronavírus. O relatório aponta que o prefeito superfaturou o preço de máscaras de proteção facial e efetuou pagamento antecipado, sem a exigência de garantias. Segundo a Prefeitura de Guarulhos, o processo de compra seguiu todos os trâmites legais.

Adversário de Guti, o petista Pietá foi prefeito de Guarulhos entre 2001 e 2008, e sua campanha ganhou as atenções do partido depois do fracasso de Jilmar Tatto (PT) na capital paulista. A legenda, que vem perdendo prefeituras desde 2016, tinha planos de recuperar sua influência a partir de cidades de médio porte.