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Suspeitos de ataque estavam sendo monitorados pelo serviço secreto francês

Do UOL, em São Paulo

08/01/2015 08h20Atualizada em 09/01/2015 11h24

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, informou nesta quinta-feira (8) que os irmãos Chérif e Said Kouachi, os dois principais suspeitos do atentado contra a publicação satírica "Charlie Hebdo", que deixou 12 mortos, em Paris, já estavam sendo monitorados pelo serviço secreto francês. "O serviço secreto os conhecia e por isso os seguia", disse.

Valls afirmou, no entanto, que "estamos diante de uma ameaça terrorista sem precedentes" e "centenas" de indivíduos são monitorados por possíveis relações com o terrorismo. "O risco zero não existe", frisou, ao justificar o fato de o atentado ter ocorrido mesmo com o monitoramento dos irmãos Kouachi.

Ao ser perguntado se houve falha no monitoramento, ele respondeu que "é uma questão legítima" que será "investigada", mas ponderou que "erros podem ocorrer quando lidamos com indivíduos muito determinados".

Lembrou que, nos últimos anos, as forças da ordem frustraram "várias" tentativas de atentados na França e que "dezenas" de supostos terroristas foram presos.

O primeiro-ministro não quis detalhar se a polícia sabe onde estão os dois suspeitos ao argumentar que "é preciso deixar a polícia fazer seu trabalho". "A prioridade é deter os terroristas que cometeram este atentado abominável", pois a possibilidade de que voltem a cometer ações deste tipo "é a nossa principal preocupação".

Suspeitos detidos

A polícia francesa prendeu sete pessoas que teriam relação ou seriam parentes dos suspeitos, em uma megaoperação de busca pelos dois suspeitos do ataque à redação do "Charlie Hebdo". 

Elas foram detidas nas cidades de Reims e Charleville-Mezieres, e também na área de Paris.

O primeiro-ministro não deu detalhes sobre as "várias pessoas" detidas nas últimas horas e se limitou a acrescentar que é preciso esperar os resultados dos interrogatórios.

Fotos foram divulgadas dos dois irmãos suspeitos, e mandados de prisão foram expedidos contra Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 34 e 32 anos, respectivamente, que estariam "armados e perigosos".

Cherif Kouachi foi condenado em 2008 a três anos de prisão por pertencer a um grupo baseado em Paris que enviava combatentes jihadistas ao Iraque.

Jovem se entrega

A imprensa francesa, citando documentos oficiais, havia identificado um terceiro suspeito do atentado como Hamyd Mourad, 18, da cidade de Reims, no nordeste da França.

Ele se entregou na delegacia de Charleville Mézières, por volta das 23h locais (20h de Brasília) ao saber que era procurado. Ele alega que tem um álibi e que estava na escola durante o atentado. As informações estão sendo checadas.

Após a prisão do jovem, a hashtag #MouradHamydInnocent (#MouradHamyInocente) virou trending topic no Twitter. (Com agências internacionais)

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