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França diz que há conexões entre ataque à 'Charlie Hebdo' e tiroteio no sul

Thomas Samson/AFP
Homem com um colete à prova de balas e uma metralhadora disparou na manhã desta quinta-feira (8) perto de Paris contra policiais municipais e matou uma pessoa Imagem: Thomas Samson/AFP

Do UOL, em São Paulo

2015-01-09T10:49:36

2015-01-09T17:13:57

09/01/2015 10h49Atualizada em 09/01/2015 17h13

Os investigadores franceses estabeleceram uma conexão entre os dois jihadistas acusados da chacina na revista "Charlie Hebdo", que deixou 12 mortos na quarta-feira, e o assassino de uma policial no tiroteio registrado no sul do país na quinta-feira (8), segundo fontes policiais.

As autoridades francesas haviam afirmado até então não haver aparentemente ligação entre os dois casos, mas as investigações teriam confirmado a existência dessa conexão.

"Fatos recentes permitiram que a investigação avançasse para estabelecer uma conexão", indicou a fonte policial à AFP, sem proporcionar maiores detalhes.

"O suspeito foi identificado. Duas pessoas próximas foram detidas", segundo estas fontes. Este tiroteio, que também deixou um ferido em estado grave, ocorreu um dia após o atentado em Paris contra a revista satírica "Charlie Hebdo". O indivíduo abriu fogo contra uma policial municipal de 26 anos, que morreu pouco depois, e contra um agente municipal que ficou gravemente ferido.

Segundo a agência Reuters, o ofensor que se acredita ser responsável por disparar os tiros na área de Montrouge conhecia Cherif e Said Kouachi, os irmãos suspeitos de matar 10 jornalistas e dois policiais no atentado de quarta-feira contra o jornal.

Os três homens eram todos membros da mesma célula jihadista parisiense que dez anos atrás enviou jovens voluntários franceses ao Iraque para combater as forças dos Estados Unidos.

Cherif Kouachi chegou a ficar 18 meses preso devido ao seu papel no grupo.

O suspeito pelo crime de Montrouge foi condenado em 2010 por seu envolvimento em uma tentativa malsucedida de libertar da prisão Smain Ali Belkacem, autor do ataque de 1995 contra o sistema de transporte de Paris, em que oito pessoas foram mortas e 120 ficaram feridas.

Uma operação das forças de elite francesas está em curso nesta sexta-feira para tentar neutralizar os irmãos Kouachi, os dois jihadistas franceses suspeitos do massacre da revista "Charlie Hebdo", e que se encontram entrincheirados em uma gráfica no nordeste de Paris com um refém.

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