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Isentos de visto, EUA recomendam a turistas no Brasil 'cautela aumentada'

O presidente Jair Bolsonaro desembarca na Base Aérea de Andrews, nos EUA, para visita oficial ao país - Alan Santos e Isac Nóbrega / Presidência da República
O presidente Jair Bolsonaro desembarca na Base Aérea de Andrews, nos EUA, para visita oficial ao país Imagem: Alan Santos e Isac Nóbrega / Presidência da República

Pedro Graminha

Do UOL, em São Paulo*

19/03/2019 04h01

Dispensados de vistos para seus cidadãos a partir de 17 de junho, em medida anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ontem, os Estados Unidos recomendam a seus viajantes que "exerçam cautela aumentada no Brasil devido ao crime".

A isenção de visto para turismo e negócios, que se estenderá também a canadenses, australianos e japoneses, tem como objetivo aumentar o fluxo de turistas no Brasil, segundo o Ministério do Turismo.

"Se você decidir viajar para o Brasil, preste atenção ao seu redor, especialmente quando viajar a áreas turísticas ou estiver em espaços públicos cheios", diz o texto datado de 6 de fevereiro publicado em inglês no site do Departamento de Estado Americano.

Segundo os últimos dados compilados pelo ministério do Turismo, de 2017, os EUA são o segundo maior emissor de turistas para o Brasil - 475 mil viajantes, atrás dos argentinos (2,2 milhões de turistas).

Pior do que Argentina, melhor do que a Venezuela

O Brasil é classificado na categoria 2 de risco para viajantes pelo escritório de assuntos consulares dos EUA, numa escala que vai de 1 ("exerça precauções normais") a 4 ("não viaje").

Países próximos, como a Argentina, o Chile e o Uruguai, que também dispensam os turistas americanos de vistos, estão na categoria 1.

Além do Brasil, fazem parte da categoria 2 países na região como Colômbia e México. A Venezuela faz parte da lista de países em que a viagem não é recomendada.

"O Brasil não deixa de receber turistas só por causa de visto, mas também por causa de problemas estruturais, como a questão de segurança pública, uma infraestrutura de baixa qualidade, da falta de profissionais nos setores de serviços, hotéis e restaurantes que falam inglês e outros idiomas", disse ao UOL o professor de relações internacionais da Uerj, Maurício Santoro.

Recomendações a turistas americanos

O site da diplomacia norte-americana lista cinco atitudes que não devem ser tomadas no Brasil pelos seus cidadãos:

  • Não ir a regiões fronteiriças, com exceção do parque nacional de Foz do Iguaçu e o Parque Nacional do Pantanal;
  • Nunca usar ônibus públicos em Recife;
  • Não visitar favelas
  • Não visitar cidades-satélite de Brasília à noite
  • Não ir à Praia do Pina, em Recife à noite

Em relação ao transporte público, o governo recomenda que turistas evitem seu uso também em outras cidades. O Departamento de Estado também pede que se evite eventos com grande aglomeração de pessoas, como shows e eventos esportivos, pois "podem ficar inesperadamente violentos".

Nenhum país da América do Sul encontra-se na categoria 3, quando as autoridades sugerem que os turistas reconsiderem a viagem por questões internas nos países de destino.

*Colaborou Talita Marchao

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