PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus: mortes na Itália aumentam alerta; mais 5 países são afetados

22.fev.2020 - Homem e mulher usando máscaras andam na rua em Codogno, na Itália - Flavio Lo Scalzo/Reuters
22.fev.2020 - Homem e mulher usando máscaras andam na rua em Codogno, na Itália Imagem: Flavio Lo Scalzo/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

24/02/2020 11h18

As preocupações em torno do novo coronavírus se tornaram mais intensas nesta segunda-feira (24) com aumento do número de vítimas na Itália, Coreia do Sul e Irã, além de cinco novos países afetados.

A Itália confirmou a sexta vítima por covid-19 e tem mais de 200 infectados. A Coreia do Sul anunciou um número recorde de 231 novos casos de contaminação em 24 horas. O país registra 833 pessoas infectadas e sete mortes. Menos de uma semana depois da detecção do novo coronavírus em seu território, o Irã anunciou mais quatro mortes, o que eleva a 12 o total de vítimas fatais no país.

Anunciaram seus primeiros casos da doença Afeganistão, Iraque, Bahrein, Kuwait e Omã. Quase 30 países e territórios já foram afetados, com um balanço de pelo menos 30 mortos fora da China.

Itália cancela carnaval e fica em quarentena

Na Europa, a Itália se tornou o primeiro país do continente a impor medidas de quarentena em várias cidades da região norte. Há cinco mortes por covid-19 confirmadas no país.

Quase 52.000 pessoas passaram o domingo confinadas em uma zona de isolamento na Lombardia e Veneza. O carnaval de Veneza, que terminaria na terça-feira, foi cancelado no domingo. Partidas de futebol também deixaram de acontecer por causa do coronavírus.

Italianos também esvaziaram prateleiras de supermercados por medo do coronavírus.

Um avião da companhia Alitalia, com quase 300 passageiros, foi bloqueado nesta segunda-feira nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico, pelo temor do novo coronavírus. A Áustria interrompeu o tráfego de trens para a Itália após temores de que um trem que circulava na noite de ontem (23) tivesse dois passageiros infectados.

O governo da França pediu para que qualquer cidadão que tenha visitado as regiões de Lombardia ou de Vêneto, as duas mais afetadas, utilize máscara facial.

Coreia do Sul está em alerta máximo

O presidente sul-coreano Moon Jae-in declarou no domingo estado de alerta máximo no país.

Daegu, na região sudeste e quarta maior cidade do país, com 2,5 milhões de habitantes, registra muitos casos e virou uma cidade fantasma. Apenas alguns passageiros, protegidos com máscaras, entravam ou deixavam a estação ferroviária.

Mais da metade dos casos anunciados na Coreia do Sul envolve membros de uma seita cristã. Dezoito deles retornaram de uma peregrinação a Israel, país que registrou dois casos e que adotou novas medidas de proibição de entrada.

Países do Oriente Médio tentam evitar propagação

No Oriente Médio, vários países anunciaram medidas para tentar evitar a rápida propagação do vírus a partir do Irã.

Preocupados com a multiplicação de casos no Irã, Armênia, Turquia, Jordânia, Paquistão e Afeganistão fecharam as fronteiras ou adotaram restrições para pessoas procedentes do Irã.

O governo iraniano anunciou no sábado o fechamento dos centros de ensino em 14 províncias, incluindo Teerã.

Coronavírus liga alerta pelo mundo

China tem 150 mortes em 24 horas

Na China, onde o novo coronavírus surgiu em dezembro, a epidemia provocou mais 150 mortes nas últimas 24 horas.

Este número representa um aumento significativo na comparação com a quantidade de óbitos anunciada no domingo (97).

A doença já matou 2.592 pessoas no país. O número de novos casos de contaminação foi menor em 24 horas, 409 casos contra 648 anunciados no domingo. As autoridades chinesas expressaram otimismo a respeito da evolução da doença.

Diante da gravidade da situação, o regime comunista decidiu adiar, pela primeira vez em três décadas, a sessão anual do Parlamento que começaria em 5 de março.
Além disso, o governo anunciou a proibição completa e de forma imediata do comércio e consumo de animais selvagens, uma prática que supostamente contribuiu para a propagação da covid-19.

Em Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes na região central da China isolada do mundo há um mês, autoridades anunciaram nesta segunda-feira que os não residentes poderiam deixar a localidade se não apresentassem sintomas e não estivessem em contato com os portadores do vírus.
Algumas horas depois, no entanto, a prefeitura anulou a medida e invalidou a decisão. Também afirmou que adotará sanções contra os que fizeram o anúncio "sem autorização".

"Wuhan coloca em prática o espírito das importantes instruções de Xi Jinping", presidente chinês, para lutar contra o vírus, afirmou o governo local.

Risco de pandemia

Diante da epidemia, o diretor geral da OMS pediu ao mundo nesta segunda-feira que se prepare para uma "eventual pandemia". "Temos que nos concentrar em conter (a epidemia), enquanto fazemos todo o possível para nos preparar para uma eventual pandemia", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra.

Ao mesmo tempo, Ghebreyesus, disse que o ritmo de expansão da epidemia diminuiu na China desde o início de fevereiro. Ele afirmou que uma missão internacional de especialistas determinou que na China "a epidemia atingiu um pico, estabilizou entre 23 de janeiro e 2 de fevereiro e diminuiu de maneira contínua desde então".

*Com informações da AFP, Reuters, Estadão Conteúdo e Associated Press

Internacional