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Guerra da Rússia-Ucrânia

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Conteúdo publicado há
1 mês

Rússia foca ofensiva em Lugansk, diz Ucrânia; Lviv tem ataque com mísseis

14.mai.2022 - Área residencial destruída na cidade de Kharkiv, na Ucrânia - REUTERS/Ricardo Moraes
14.mai.2022 - Área residencial destruída na cidade de Kharkiv, na Ucrânia Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes

Do UOL, em São Paulo

15/05/2022 07h43Atualizada em 15/05/2022 11h37

Autoridades ucranianas relataram ataques com mísseis e bombardeios em várias regiões, enquanto as forças russas concentram seus esforços militares nas linhas de frente na região separatista de Lugansk. Um dos locais atacados foi a cidade de Lviv, que fica no extremo oeste da Ucrânia e tem sido utilizada como rota de fuga para refugiados de guerra. O município foi alvo de um bombardeio com mísseis. Não há informações sobre mortes.

Segundo o chefe da administração militar regional de Lugansk, Serhiy Hayday, disse na manha de hoje, "os russos estão reunindo equipamentos e mão de obra mais perto de Severodonetsk e se preparando para atacá-la".

Severodonetsk é uma das várias cidades industriais no leste que têm sofrido bombardeios há semanas me meio aos esforços dos militares russos para derrubar as defesas ucranianas. Hayday disse que a fábrica de produtos químicos e os arranha-céus da cidade foram atingidos.

Ainda de acordo com a autoridade ucraniana, 11 arranha-céus nos bairros novos e antigos da cidade foram atingidos. Em vários desses edifícios, apartamentos pegaram fogo. "Vários assentamentos ao sul e oeste de Severodonetsk também foram atingidos - incluindo Vrubivka e Komyshuvakha", disse Hayday.

Na região ocidental de Lviv, perto da fronteira polonesa, Maksym Kozytskyi, chefe da administração militar regional de Lviv, afirmou que quatro mísseis inimigos atingiram uma instalação de infraestrutura militar no distrito de Yavoriv, perto da fronteira com a Polônia. "A instalação foi completamente destruída", relatou Kozytskyi.

Contraofensiva em Kharkiv

Apesar dos novos ataques, a Ucrânia disse que efetua uma contraofensiva em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, e tem tido sucesso em retomar territórios antes ocupados por tropas russas. Autoridades ucranianas, no entanto, deram poucos detalhes sobre a situação na região.

Segundo os comunicados oficiais, o objetivo da Ucrânia no local é cortar as linhas de suprimentos da Rússia para suas forças que tentam avançar para a região de Donetsk.

O Estado-Maior das Forças Armadas disse hoje apenas que "na direção de Kharkiv, as unidades inimigas não conduziram hostilidades ativas".

Oleh Syniehubov, chefe da administração militar regional de Kharkiv, afirmou que as unidades ucranianas estão constantemente fortalecendo suas posições, empurrando militares das fronteiras da cidade para as fronteiras da Rússia. "As direções norte e nordeste são os mais quentes; existem hosts ativos lá", acrescentou Syniehubov.

Além disso, a autoridade disse que Kharkiv "está relativamente quieta há vários dias" e "não houve bombardeios na própria cidade". "Cerca de 2.000 pessoas retornam a Kharkiv todos os dias, e o número está crescendo a cada dia", afirmou.

Mais ataques foram registrados ao sul

Mas mais ao sul, de acordo com Syniehubov, várias cidades foram atacadas.

Ele disse que "o inimigo está constantemente verificando as posições de nossas forças armadas perto de Barvinkove, tentando romper, mas sem sucesso. O inimigo sofreu grandes perdas de mão de obra e equipamentos".

O Estado-Maior Geral disse ainda que as forças russas estão intensificando os esforços nesta área. "Continua o reagrupamento das tropas para retomar a ofensiva na direção de Barvinkove e Sloviansk, dois objetivos-chave para as forças russas na região", diz o Estado-Maior Geral.

Mapa Rússia invade a Ucrânia - 26.02.2022 - Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Em outros lugares, a Ucrânia relatou novos ataques aéreos nas regiões de Chernihiv e Sumy, no norte da Ucrânia. Dmytro Zhyvytskyy, chefe da administração militar da região de Sumy, disse que foguetes e ataques aéreos durante a noite danificaram vilarejos fronteiriços, mas não houve vítimas.

Na frente sul, a administração militar regional de Zaporizhzhya disse que os russos "estão cavando trincheiras ao longo do rio Molochna" enquanto continuam bombardeando cidades na área.

Rússia perdeu um terço de forças de combate

O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou em boletim divulgado hoje que a Rússia pode ter perdido cerca de um terço de suas forças militares na Ucrânia desde o início da guerra, em 24 fevereiro. Segundo o comunicado da inteligência britânica, a ofensiva russa na região separatista de Donbass, que engloba Donetsk e Lugansk, "perdeu impulso e ficou significativamente atrasada".

"Apesar dos avanços iniciais de pequena escala, a Rússia não conseguiu obter ganhos territoriais substanciais no mês passado, mantendo níveis consistentemente altos de atrito", disse o Ministério da Defesa no Twitter.

'Ucrânia pode vencer guerra', diz chefe da Otan

O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, disse que "a Ucrânia pode vencer esta guerra" contra a Rússia. A declaração foi dada pelo diplomata hoje durante reunião da aliança militar do Ocidente em Berlim, na Alemanha.

"A guerra da Rússia na Ucrânia não está indo como Moscou planejou. Ela falhou em tomar Kiev", disse Stoltenberg, que participou do encontro virtualmente, falando de Bruxelas, na Bélgica.

Também durante a reunião da Otan, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse que a embaixada dos EUA em Kiev será reaberta "muito em breve".

Ministro da Ucrânia se reúne com Blinken

Os ministros de Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, se reuniu com o secretário de Estado dos EUA. O chanceler ucraniano publicou foto do encontro em seu perfil no Twitter e disse que "mais armas e outras ajudas estão a caminho da Ucrânia".

"Concordamos em trabalhar em conjunto para garantir que as exportações de alimentos ucranianos cheguem aos consumidores na África e na Ásia", escreveu Kuleba.

Zelensky pede reconhecimento da Rússia como 'Estado terrorista'

Em um vídeo publicado em sua página no Facebook no final da noite de ontem, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que pediu aos EUA que a Rússia seja reconhecida como um "Estado terrorista" por conta de sua conduta na guerra.

Segundo o líder ucraniano, a solicitação foi feita por ele durante reunião com Mitch McConnell, chefe da minoria republicana no Senado norte-americano. "Espero ansiosamente o apoio dos EUA a novas sanções. Além disso, acreditamos que a Rússia deve ser oficialmente reconhecida como um Estado patrocinador do terrorismo", afirmou Zelensky durante a reunião.