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Parasita 'comedor de língua de peixe' infesta lote com destino à Inglaterra

Parasita vivendo no interior da boca de uma corvina, encontrado no Galveston Island State Park, nos EUA - Reprodução/Galveston Island State Park
Parasita vivendo no interior da boca de uma corvina, encontrado no Galveston Island State Park, nos EUA Imagem: Reprodução/Galveston Island State Park

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/06/2022 21h37

Um isópode parasita, conhecido como "piolho comedor de língua", foi encontrado pelas autoridades sanitárias de Suffolk, na Inglaterra, em um contêiner de douradas que seria importado para o país.

A rara criatura, chamada Cymothoa exigua, invade a boca de um peixe através de suas guelras, agarra a língua do hospedeiro e, para tomar o lugar do órgão original, drena o seu sangue, fazendo com que reste apenas o osso, sem nada de tecido muscular.

"O próprio parasita bloqueia o suprimento de sangue para a língua do peixe e, em seguida, a língua cai", disse Brenda McRory, líder técnica da Autoridade de Saúde do Porto Costeiro de Suffolk (SCPHA), à BBC News.

Parasita 'comedor' de língua de peixe - Reprodução/Suffolk Coastal Port Health Authority (SCPHA) - Reprodução/Suffolk Coastal Port Health Authority (SCPHA)
A espécie parasita chocou as autoridades portuárias de Suffolk
Imagem: Reprodução/Suffolk Coastal Port Health Authority (SCPHA)

A especialista relatou que, antes da remessa de douradas, havia visto o organismo apenas "três ou quatro" vezes nos últimos 23 anos. Segundo ela, já foram encontrados larvas, insetos vivos e até mesmo um louva-a-deus em importações de alimentos.

As autoridades portuárias descobriram os parasitas no porto de Felixstowe como parte de uma verificação de rotina realizada no lote, que "não estava dentro dos padrões que esperaríamos neste país", conforme McRory.

Parasitas encontrados nos peixes - Reprodução/Suffolk Coastal Port Health Authority (SCPHA) - Reprodução/Suffolk Coastal Port Health Authority (SCPHA)
Parasita que 'come' língua de peixe fotografado em detalhes
Imagem: Reprodução/Suffolk Coastal Port Health Authority (SCPHA)

Embora a estranha espécie não represente um risco à saúde humana, a remessa não passou pelos procedimentos necessários para entrar no Reino Unido, sendo rejeitada e enviada de volta ao seu país de origem.

Danut Cazacu, também da SCPHA, ressaltou: "Casos como esses são lembretes claros de por que trabalhamos duro para investigar as importações e garantir que sejam seguras para consumo humano".

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