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Titanic: Busca por submersível capta novos ruídos no Atlântico hoje

Equipes de resgate detectam ruídos durante busca por submersível desaparecido - Divulgação/OceanGate
Equipes de resgate detectam ruídos durante busca por submersível desaparecido Imagem: Divulgação/OceanGate

Do UOL*, em São Paulo

21/06/2023 16h45Atualizada em 22/06/2023 21h24

O capitão Jaime Frederick, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, declarou que os ruídos que podem ser do submersível desaparecido no Oceano Atlântico foram capturados por dois dias seguidos: ontem e hoje.

O que aconteceu:

Um avião captou os ruídos nesta quarta-feira. Ontem, um avião de busca canadense detectou os ruídos debaixo d'água na área de busca. As equipes estão focadas em encontrar a origem dos sons.

"No que diz respeito aos ruídos, especificamente, não sabemos o que são, para ser franco com você", disse Frederick em entrevista à imprensa nesta quarta-feira, segundo a rede de televisão CBS News. "Estamos procurando na área onde os ruídos foram detectados."

A equipe de resgate conta com dois ROVs (sigla em inglês para veículo operado de maneira remota) que estão "buscando ativamente" o submersível. Outros ROVs devem estão a caminho para auxiliar nas operações de busca.

Voos de busca estão programados para ocorrer ao longo desta quarta-feira, incluindo o período noturno. Cinco embarcações também auxiliam na procura pelo submersível e o número deve dobrar para 10 dentro do período de 24 a 48 horas, explicou o capitão.

A área de busca também aumentou e é equivalente na superfície ao dobro do tamanho do estado norte-americano de Connecticut (cerca de 26.046 quilômetros quadrados). Já a busca subsuperficial tem cerca de quatro quilômetros de profundidade. Uma equipe francesa está trazendo alguns "equipamentos de última geração" para ajudar na busca.

Os ruídos foram descritos como de "batidas", mas é difícil discernir a origem dos ruídos debaixo d'água, afirmou Carl Hartsfield, oceanógrafo que ajuda nas operações. "Eles têm que colocar toda a imagem no contexto e têm que eliminar potenciais fontes artificiais além do Titan [nome do submersível]. (...) A equipe está procurando na área certa, então se você continuar fazendo a análise, procurando padrões diferentes e pesquisando na área certa, você está fazendo, sabe, o melhor que pode fazer neste caso."

As equipes de resgate calculam que os passageiros têm menos de um dia de oxigênio no submersível, com base na capacidade que o aparelho tem para armazenar até 96 horas de ar de emergência.

Entenda o caso:

O submersível, apelidado de "Titan", submergiu na manhã de domingo, 18 de junho. Os turistas queriam ver os destroços do Titanic, localizado no Atlântico Norte.

O barco de apoio na superfície, o quebra-gelo Polar Prince, perdeu contato com ele cerca de uma hora e 45 minutos mais tarde, segundo a Guarda Costeira dos EUA.

Um piloto e quatro passageiros faziam parte da expedição. São eles: Stockton Rush, presidente da OceanGate; o bilionário Hamish Harding; Shahzada e Suleman Dawood, um empresário paquistanês e seu filho; e Paul-Henry Nargeolet, ex-comandante da Marinha Francesa e considerado um dos maiores especialistas do naufrágio do Titanic.

O submersível foi dado como desaparecido a cerca de 700 quilômetros ao sul de São João da Terra Nova, capital da província canadense de Terra Nova e Labrador, segundo as autoridades canadenses, na área onde ocorreu o naufrágio do Titanic, em 1912.

(Com AFP)