Monogamia é natural? Veja animais que têm um parceiro para toda a vida

Do UOL, em São Paulo

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Não é exclusividade dos seres humanos. Há na natureza outros animais monogâmicos que podem passar toda a vida juntos. Para os animais, o que importa é a reprodução, a garantia da sobrevivência da espécie. E para isso, a monogamia pode ser um bom caminho.

Em populações pequenas ou dispersas, por exemplo, é mais vantajoso para um macho investir em uma relação monogâmica, garantindo a reprodução, do que procurar diferentes companheiras, correndo, assim, o risco de sequer chegar a copular.

Um par fixo, também, pode cuidar melhor da prole --alguns animais "dividem" as tarefas da criação, garantido a sobrevivência dos filhotes.

Há sempre, porém, uma "grama do vizinho mais verde", que pode ser traduzida em um outro animal mais forte, mais resistente à doenças, mais belo --com melhores genes, portanto. Além disso, o acasalamento com mais do que uma fêmea aumenta as probabilidades dos machos se reproduzirem com sucesso.

Animais monogâmicos

Nature
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Arganaz do campo (Microtus ochrogaster)

O arganaz do campo, espécie de roedor que vive na América do Norte, é um dos poucos mamíferos socialmente monogâmicos que vivem na natureza. A criação dos filhotes é compartilhada pelo casal. Um estudo recente da Nature mostrou que as interações sociais realizadas entre estes animais impulsionam este vínculo monogâmico. Outros estudos mostraram que, mesmo quando um dos animais morre, dificilmente (em menos de 20% dos casos) o outro "vai para os braços" de um novo par.
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Flickr
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Águia-de-cabeça-branca (Haliaeetus leucocephalus)

Estas aves que habitam a América do Norte não abandonam seus ninhos nem debaixo de nevasca. E o mesmo vale para o par. Após as migrações, a águia-de-cabeça-branca volta exatamente para o mesmo lugar de onde partiu --o mesmo ninho e o mesmo parceiro. Apenas depois da morte --ou do desaparecimento-- do parceiro, ela procura uma nova companhia. Se o parceiro, no entanto, falhar na reprodução, ele pode ser trocado por outro. A linhagem, afinal, precisa sobreviver.
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Arara-vermelha-pequena (Ara macao)

Os casais de araras-vermelhas-pequenas, também chamadas de araracangas, podem viver por toda a vida juntos. É comum observá-las "trocando mimos" --uma limpando a plumagem da outra, por exemplo. A criação da prole também é uma tarefa compartilhada pelo par.
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Cisne branco (Cygnus olor)

Imagens de cisnes brancos "se beijando" são comuns e fazem deste espécie um ícone do "romantismo" no mundo animal. De fato, a relação entre machos e fêmeas deste animais são monogâmicas --os machos ajudam na construção do ninho e até chocam ovos. Mas nem tudo são flores nesta relação: há casos em que machos podem simplesmente se mandar para ninhos alheios.
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Pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri)

Várias espécies de pinguins são consideradas monogâmicas, inclusive o pinguim-imperador. Estes animais, por viverem no ambiente inóspito do Polo Sul, se ajudam muito na criação dos filhotes, dividindo as tarefas: enquanto um cuida do filhote, protegendo-o do frio e de predadores, o outro percorre longas distâncias no mar para trazer alimento.
Istock
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Castor-europeu (Castor fiber)

Diferentemente de seus primos da América do Norte, os castores-europeus são monogâmicos. Os casais permanecem juntos por muito tempo, mesmo depois da criação de seus filhotes. Um estudo publicado na revista Mammal Research, que analisou a genética de várias colônias de castores que vivem na região de Kirov, na Rússia, mostrou que nenhum castor havia sido gerado por machos de outras colônias. Estudos semelhantes realizados com castores-americanos, no entanto, mostrou que estes são mais adeptos do "amor livre".
Roger Meissen/Bond Life Sciences Center
Roger Meissen/Bond Life Sciences Center

Rato-da-Califórnia (Peromyscus californicus)

O rato-da-Califórnia é uma espécie monogâmica. Estes laços formados entre o casal, no entanto, se dá por um motivo bem específico: a fêmea libera uma substância na urina que induz o macho a permanecer perto dos filhotes, cuidando deles.
Wikimedia Commons
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Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus)

Os urubus-de-cabeça-preta são aves monogâmicas e a partir do momento em que um casal é formado, ele permanece unido. Macho e fêmea dividem as responsabilidades na criação da prole, criando uma unidade familiar muito sólida. E a "pulada de cerca", neste caso, não é uma boa ideia --já foram registrados ataques de urubus a parceiros que tentaram "dar uma espiada na grama do vizinho".
Wikimedia Commons
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Gibão-de-mãos-brancas (Hylobates lar)

Esta espécie de macaco, além de monogâmica, é muito carinhosa. É comum que eles troquem carícias, se enfeitem e saiam para "passear" juntos. Mas também é comum que o macho flerte com outras fêmeas e, eventualmente, até tenham "casos" com elas. Comportamento parecido com o dos humanos?
Wikimedia Commons
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Grou-canadense (Grus canadensis)

O grou-canadense, ave que habita a América do Norte, tem um comportamento monogâmico muito peculiar. O par, que vive junto por toda a vida, quando formado, pode ser ouvido em um canto uníssono, com notas musicais sintonizadas no mesmo tom.
IStock
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Salamandra-de-dorso-vermelho (Plethodon cinereus)

Na relação monogâmica entre salamandras-de-dorso-vermelho não são admitidas traições. Quando um dos animais detecta o cheiro de um terceiro, por meio do cheiro na pele do parceiro, a "chinela canta", com mordidas e beliscadas.

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