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Criação nacional, ônibus que não faz barulho nem polui espera por compradores

Matheus Lombardi

Do UOL, no Rio

13/06/2012 16h49

Um ônibus movido a hidrogênio até três vezes mais econômico que os modelos já utilizados no mundo, com tecnologia de ponta nacional, foi lançado nesta quarta-feira (13) na Rio+20. A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável ocorre até o dia 22 de junho, no Rio de Janeiro.

O H2+2 é um veículo híbrido com três fontes de energia: a elétrica obtida da rede convencional, a elétrica produzida pelo próprio motor do veículo (por meio de uma pilha a combustível alimentada com hidrogênio), e pela regeração da energia cinética, das freadas e desaceleração do veículo.

Com uma autonomia de até 500 km com um único abastecimento, o veículo aguarda apenas por compradores.

“A tecnologia já está pronta para ser usada. É econômica e não faz barulho. É inexorável que é a energia do futuro”, disse o coordenador do laboratório de hidrogênio da Coppe/UFRJ, Paulo Emílio Miranda, responsável pelo desenvolvimento do projeto. As pesquisas com o ônibus à hidrogênio foram iniciadas em 2005 e já consumiram R$ 15 bilhões.

“Esse veículo quebra toda a estrutura da indústria atual. Ele é como um carro automático e mais elétrico que os veículos utilizados atualmente”, afirmou Miranda.

 

Criado para substituir os ônibus convencionais
A segunda versão do ônibus a hidrogênio tem custo de produção 30% menor do que a versão anterior. E, além da diminuição do barulho, o usuário poderá também carregar equipamentos eletrônicos em tomadas disponíveis no veículo.

Para o pesquisador do Coppe, é preciso criar leis que exijam a circulação de veículos menos poluentes para a tecnologia saia do papel e possa ser vista pelas ruas do país.

“Se tivermos uma legislação que exija a utilização de veículos não poluentes esse cenário pode mudar. O nosso sistema pode ser utilizado por várias empresas”, declarou.

O preço de mercado do veículo ainda não foi divulgado, mas o veículo é mais caro do que os convencionais. Porém, os benefícios ao meio ambiente e aos usuários é o trunfo dos pesquisadores para o sucesso comercial do projeto.

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