Austrália pode perder um milhão de turistas por branqueamento de corais

  • Pesquisa Catlin Seaview Survet/ AP

    A foto mostra o antes, em março de 2016 (à esq.), e o depois, em maio do mesmo ano (à dir.), do branqueamento e da morte de um coral em Lizard Island, na Grande Barreira de Corais da Austrália

    A foto mostra o antes, em março de 2016 (à esq.), e o depois, em maio do mesmo ano (à dir.), do branqueamento e da morte de um coral em Lizard Island, na Grande Barreira de Corais da Austrália

O branqueamento da Grande Barreira de Coral da Austrália poderia levar à perda de um milhão de visitantes por ano e de grande parte da receita procedente do turismo, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (22).

O maior ecossistema de recifes de coral do mundo, declarado Patrimônio Mundial, sofreu um branqueamento sem precedentes no início do ano devido ao aumento da temperatura do mar, que causou a morte de quase um quarto dos corais.

"As zonas de turismo de recifes correm o risco de perder mais de um milhão de visitantes por ano", afirma o estudo realizado pelo 'think tank' Instituto Austrália.

O relatório acrescenta que, sem esses visitantes, o país perderia cerca de um bilhão de dólares australianos (747 milhões de dólares americanos) em receitas.

Cerca de 10.000 postos de trabalho do Estado australiano de Queensland também correm o risco de desaparecer com a queda do turismo, um dos setores econômicos mais importantes da região.

 

O estudo afirmou que no ano passado cerca de 3,5 milhões de turistas, em sua maioria australianos, visitaram as costas situadas diante da Grande Barreira de Coral.

Mais de um terço dos turistas australianos, metade dos chineses e 35% dos americanos disseram que prefeririam visitar outros lugares caso o branqueamento continue.

A barreira de 2.300 quilômetros de comprimento, o maior ecossistema de corais do mundo, está sofrendo o pior branqueamento da sua história devido ao aquecimento das temperaturas do mar.

O branqueamento ocorre quando condições ambientais anormais levam os corais a perderem as algas microscópicas que vivem em grandes colônias em sua superfície.

Estas algas, chamadas de dinoflageladas, servem de alimento e são responsáveis pelo colorido exuberante que alguns desses seres apresentam.

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