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Pesquisadores fazem registro raro de 40 cachalotes no litoral de São Paulo

Luan Santos

Colaboração para o UOL, no Rio

02/04/2019 14h23

Um grupo de 40 cachalotes gigantes foi flagrado em deslocamento pela superfície do mar, a cerca de 300 quilômetros das praias do litoral de São Paulo. O registro é considerado raro por pesquisadores e foi feito por integrantes do grupo Socioambiental Consultores Associados, que estavam a bordo de uma aeronave.

O coordenador da Socioambiental, o biólogo José Olimpio, explica que no local não costuma ser visto as cachalotes, mas apenas baleias e golfinhos. Além disso, o tamanho do grupo avistado surpreendeu os pesquisadores. ""Geralmente o grupo é de 10 a 20. As chances de encontrar esse animal são maiores na região Sul", diz.

Olimpio afirma que, apesar do tamanho, os cachalotes não são consideradas baleias. "Justamente por conta de ter a dentição", explica. "São animais que conseguem ficar cerca de 30 minutos embaixo d'água, com total tranquilidade", revela. O biólogo ainda afirma que eles são facilmente reconhecíveis por conta da cor acinzentada e enorme cabeça.

Grupo de cachalotes é filmado na Bacia de Santos - Divulgação/Socioambiental Consultores Associados
Grupo de cachalotes é filmado na Bacia de Santos
Imagem: Divulgação/Socioambiental Consultores Associados
Os animais da espécie, chamados cientificamente de Physeter macrocephalus, estão classificados como vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Eles podem chegar a 18 metros de comprimento e pesar até 52 toneladas. O cachalote é classificado como o maior cetáceo com dentes, além de ser o maior existente.

Pesquisadores monitoram cachalotes na Bacia de Santos - Divulgação/Socioambiental Consultores Associados
Pesquisadores monitoram cachalotes na Bacia de Santos
Imagem: Divulgação/Socioambiental Consultores Associados
O vídeo com o grupo de cachalotes foi feito durante o primeiro trimestre deste ano na 8ª Campanha de Avistagem Aérea do Projeto de Monitoramento de Cetáceos (PMC). O trabalho de inspeção é feito por biólogos e oceanógrafos com a meta de entender melhor o comportamento dos animais na região e identificar possíveis impactos, seja das atividades de exploração de petróleo e gás ou de outras atividades humanas como transporte marítimo e pesca, na população de cetáceos. O trabalho dura cerca de uma semana.

Nas campanhas embarcadas também são coletadas biópsias (pequenos pedaços de pele e gordura) para análises genéticas e de contaminantes/biomarcadores. No ano passado, o grupo conseguiu um outro registro. Quatro baleias azul foram vistas se deslocando pelo litoral paulista. O animal atinge 30 metros e pode chegar a 180 toneladas. Essa espécie não era vista na costa brasileira desde a década de 1960.

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