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Relatório do Coaf aponta operação suspeita do ministro Ricardo Salles

Ricardo Salles dá entrevista após operação realizada pela PF - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Ricardo Salles dá entrevista após operação realizada pela PF Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Lucas Valença

Do UOL, em Brasília

25/05/2021 11h44Atualizada em 25/05/2021 11h46

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou como suspeita uma operação de R$ 1,8 milhão feita pelo escritório do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A transação financeira teria ocorrido entre outubro de 2019 e abril de 2020. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo UOL.

O advogado Fernando Fernandes, que representa o ministro, afirmou em nota que "todas as questões relativas à investigação serão prestadas nos autos do inquérito, tão logo se tenha acesso (ao documento)".

"Não existe nenhum movimento suspeito em relação ao escritório de advocacia, que tem clientes sem qualquer relação com atividades políticas. A ética e o sigilo impedem quaisquer comentários", diz o comunicado.

A principal suspeita, porém, diz respeito a uma operação no mercado financeiro por Salles que teria "destoado do perfil histórico de operações".

"Suspeita-se da incompatibilidade entre o volume transacionado a crédito no período e o faturamento médio mensal de cadastro, aparentemente, indicando movimentação de recursos não declarados", diz o relatório do Coaf, ressalta o jornal carioca.

As possíveis irregularidades cometidas pelo ministro já foram enviadas à PF (Polícia Federal) e serviram para basear a operação Akuanduba, que cumpriu busca e operação nos endereços de Salles na quarta-feira (19) passada.

As informações também levaram o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a autorizar a quebra de sigilo fiscal de Salles.

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