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Cientistas alertam: 'sinais vitais' da Terra estão enfraquecendo

Incêndio florestal em área de desmatamento no Estado do Amazonas - Bruno Kelly/Reuters
Incêndio florestal em área de desmatamento no Estado do Amazonas Imagem: Bruno Kelly/Reuters

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/07/2021 15h34

Um grupo de cientistas afirma que os "sinais vitais" da Terra estão diminuindo em grande escala. O estudo, publicado na revista BioScience, mostra que 11 mil pesquisadores em 153 países avisaram, há dois anos, que o mundo estava passando por uma emergência climática.

No documento, publicado ontem, os cientistas dizem que "houve um aumento sem precedentes em desastres relacionados ao clima desde 2019", o que inclui as "ondas de calor e incêndios florestais que quebraram recordes na Austrália e no oeste dos EUA", além de furacões e ciclones em regiões da Ásia e África.

Os níveis de CO2 na atmosfera também atingiram um novo recorde, segundo a revista, e a quantidade de cabeças de gado na Terra ultrapassou os quatro bilhões - mais que a massa combinada de humanos e mamíferos selvagens juntos.

"É surpreendente para mim que os impactos das mudanças climáticas estejam acontecendo tão rápido em todo o mundo. Apenas nas últimas duas semanas, todos os dias vimos outro desastre relacionado ao clima - seja com incêndios, inundações, seca ou calor", disse o Dr. William Ripple, principal autor do estudo, ao jornal Independent.

Nos próximos anos, os chamados "sinais vitais" devem diminuir devido ao desmatamento da Amazônia, que alcançou seu máximo em 12 anos, com a destruição de 1,11 milhão de hectares em 2020.

A Groenlândia e a Antártida também marcaram níveis mais baixos que o normal de massa de gelo nos últimos anos, segundo o documento.

Embora o cenário seja pessimista, Ripple acredita que ainda há "vislumbres de esperança". "Uma grande lição da Covid-19 é que mesmo uma redução colossal de transporte e consumo não são o bastante e que, em vez disso, mudanças transformacionais no sistema são necessárias", diz.

O pesquisador observa que 1.990 jurisdições em 34 países já declararam ou reconheceram um "alerta" de emergência climática.

Uma das mudanças sugeridas é a eliminação de combustíveis fosseis, algo que protegeria permanentemente os habitats naturais do planeta.

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